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Análise: A contraprova política de Bolsonaro

O exame para identificar a presença do novo coronavírus não foi o único a “testar negativo” para o presidente Jair Bolsonaro. O teste de popularidade, no rastro de sua aparição cumprimentando manifestantes com o dorso das mãos na rampa do Palácio do Planalto, deu negativíssimo. Quem, mesmo entre os liberais, já estava com o pote...

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Pardellas
4 minutos de leitura 18.03.2020 17:09 comentários 10
Análise: A contraprova política de Bolsonaro
Jair Bolsonaro
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O exame para identificar a presença do novo coronavírus não foi o único a “testar negativo” para o presidente Jair Bolsonaro. O teste de popularidade, no rastro de sua aparição cumprimentando manifestantes com o dorso das mãos na rampa do Palácio do Planalto, deu negativíssimo. Quem, mesmo entre os liberais, já estava com o pote até aqui de mágoas -- como a signatária do impeachment de Dilma Rousseff, deputada Janaína Paschoal -- aproveitou o episódio para migrar para o outro lado da trincheira. O principal exame de popularidade de Bolsonaro, até agora, foi o tilintar espontâneo das panelas na noite de terça-feira, 17, ecoado em redutos “Fora, Dilma” de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. O panelaço com hora marcada desta quarta-feira, 18, será a contraprova. Independentemente do grau dos decibéis, resta claro que o estado de ânimo mudou.

Se a situação se agravar ainda mais nas próximas semanas e meses, as imagens de domingo, 15, se converterão em provas. Atestados da irresponsabilidade do presidente da República. Não importa se estava ou não contaminado. Ele contrariou recomendações médicas e assumiu o risco com um resultado ainda pendente. Agiu com desleixo. Em mensagem enviada ao Congresso, Bolsonaro pediu autorização para decretar estado de calamidade pública no país. O aval será concedido. O problema para ele é as pessoas começarem a achar que a calamidade pode ser o próprio presidente.

O governante não pode ser cassandra de catástrofes nem coruja que só pia agouro, ensinava Ulysses. O momento impõe recato. Quem gosta de cultivar o estilo “tiozão do pavê” metido a “sincerão” torna-se inconveniente. Nessas horas, é exigido o mínimo de sensatez. Que, então, seja ao menos proativo e tenha em mente a urgência da ação. Seus movimentos nesta quarta-feira, 18, evidenciaram que, enfim, o sinal de alerta foi aceso. Mesmo assim, a entrevista coletiva concedida há pouco mostrou que o presidente ainda se recusa a fazer a reconciliação com o mundo real. "Nosso time está ganhando. E de goleada", afirmou.

A crise do coronavírus pode representar o caminho mais curto para o cadafalso ou até mesmo servir-lhe como boia de salvação. A primeira constatação é óbvia: quanto mais cruenta a crise, maior a responsabilização por parte da população do mandatário do país. O inverso também se aplica. O segundo raciocínio não guarda relação com o pulsar das ruas. É político. Atualmente, em Brasília, há um consenso tácito de que, em meio à pandemia, é melhor manter tudo como está para não correr o risco de piorar ainda mais. Preferem adotar o que os norte-americanos costumam chamar de forbearance, regra silenciosa, mas na maioria das vezes respeitada, pela qual as oposições abrem mão de expedientes constitucionais, como o impeachment, em nome da estabilidade democrática e da manutenção da engrenagem do jogo político. Ademais, recomenda-se cautela a todo e qualquer vaticínio de morte política. Ainda mais se for sucedida de uma autodeclaração. “A partir de agora, sou um homem morto.” Foi o que escritor russo Aleksandr Soljenítsin (1918-2008) disse para si mesmo, quando apanhado em 1945 pela polícia secreta soviética. Ao pensar assim, na verdade, um homem pode estar salvo e mais vivo do que nunca – pois não há nada mais a perder ou temer. Soljenítsin, depois de escapar bravamente da Rússia, conquistou o Nobel de Literatura em 1970. O Nobel de Bolsonaro é chegar até 2022.

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Pardellas

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Comentários (10)

Miguel

2020-03-19 14:59:24

A eSStrema imprenSSa e sua guerra contra o governo, não contra o vírus. Continuam tentando encurralar o presidente. Estão usando essa pandemia de FORMA POLÍTICA, na esperança de restaurar uma ideologia que foi banida nas urnas em 2018 e, se for preciso nos assustar, criar atritos entre os poderes e desestabilizar o país, eles o farão (como dizia a escorraçada e falecida dilma: FARÃO O DIABO), para eles isso é sobrevivência. Brasil sem medo. PÁTRIA AMADA BRASIL.


Marcus

2020-03-19 11:11:18

O Nobel do autor é sobreviver às críticas dos leitores e aos cancelamentos de assinaturas.


Amilton

2020-03-18 23:12:14

A revista esquerdou de vez, tocando o sarrafo no Presidente e inventando um monte de baboseiras. E pasmem, um monte de leitores babacas concordando e relinchando com o dito-cujo “escritor “.


Alfredo

2020-03-18 22:01:05

o vaticínio na verdade é a AMEAÇA do boçalnazi sobreviver até 2022. seria sinal de que o Brasil já não mais existiria como país independente. seríamos uma colônia dos EUA. uma capitania hereditária do capetão terrorista falso messias.


Marcos

2020-03-18 21:45:45

É impressionante como alguns jornalistas se acham no direito de falar pelos leitores como se tivessem recebido delegação para tal. Esse texto está mais para uma opinião pessoal do que análise de fatos. Uma pena.


Luiz

2020-03-18 20:16:22

Infelizmente votei em um irresponsável .


Ana

2020-03-18 20:10:26

Texto perfeito 👏🏻👏🏻👏🏻


Almir

2020-03-18 20:07:30

Pelo volume de xingamentos e baixarias aqui nos comentários, percebe -se que textos lúcidos como esses deixam os milicianos digitais, pagos com recursos públicos, agitadíssimos! Eles vão à loucura e estão dispostos a tudo para defender seu insano MINTO.


Regina

2020-03-18 20:00:49

Acabei de constatar que bolsonaristas, apesar de contestarem o que leem aqui, adoram ler a Crusoé.


Célio

2020-03-18 19:56:27

Texto sem isenção, apenas criticando pelo lado raso do cenário atual. Não adianta insistir que o Presidente está perdendo apoio na sociedade. Esse estilo de se portar é o mesmo desde sempre. Seu objetivo, apoiado por 58 milhões de brasileiros, de tirar a esquerda corrupta, populista e incompetente do poder foi alcançado. Montou a melhor equipe de ministros da história. Acabou com as relações promíscuas com o Congresso. Não há corrupção no governo. E a imprensa continua pegando no pequeno!


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Comentários (10)

Miguel

2020-03-19 14:59:24

A eSStrema imprenSSa e sua guerra contra o governo, não contra o vírus. Continuam tentando encurralar o presidente. Estão usando essa pandemia de FORMA POLÍTICA, na esperança de restaurar uma ideologia que foi banida nas urnas em 2018 e, se for preciso nos assustar, criar atritos entre os poderes e desestabilizar o país, eles o farão (como dizia a escorraçada e falecida dilma: FARÃO O DIABO), para eles isso é sobrevivência. Brasil sem medo. PÁTRIA AMADA BRASIL.


Marcus

2020-03-19 11:11:18

O Nobel do autor é sobreviver às críticas dos leitores e aos cancelamentos de assinaturas.


Amilton

2020-03-18 23:12:14

A revista esquerdou de vez, tocando o sarrafo no Presidente e inventando um monte de baboseiras. E pasmem, um monte de leitores babacas concordando e relinchando com o dito-cujo “escritor “.


Alfredo

2020-03-18 22:01:05

o vaticínio na verdade é a AMEAÇA do boçalnazi sobreviver até 2022. seria sinal de que o Brasil já não mais existiria como país independente. seríamos uma colônia dos EUA. uma capitania hereditária do capetão terrorista falso messias.


Marcos

2020-03-18 21:45:45

É impressionante como alguns jornalistas se acham no direito de falar pelos leitores como se tivessem recebido delegação para tal. Esse texto está mais para uma opinião pessoal do que análise de fatos. Uma pena.


Luiz

2020-03-18 20:16:22

Infelizmente votei em um irresponsável .


Ana

2020-03-18 20:10:26

Texto perfeito 👏🏻👏🏻👏🏻


Almir

2020-03-18 20:07:30

Pelo volume de xingamentos e baixarias aqui nos comentários, percebe -se que textos lúcidos como esses deixam os milicianos digitais, pagos com recursos públicos, agitadíssimos! Eles vão à loucura e estão dispostos a tudo para defender seu insano MINTO.


Regina

2020-03-18 20:00:49

Acabei de constatar que bolsonaristas, apesar de contestarem o que leem aqui, adoram ler a Crusoé.


Célio

2020-03-18 19:56:27

Texto sem isenção, apenas criticando pelo lado raso do cenário atual. Não adianta insistir que o Presidente está perdendo apoio na sociedade. Esse estilo de se portar é o mesmo desde sempre. Seu objetivo, apoiado por 58 milhões de brasileiros, de tirar a esquerda corrupta, populista e incompetente do poder foi alcançado. Montou a melhor equipe de ministros da história. Acabou com as relações promíscuas com o Congresso. Não há corrupção no governo. E a imprensa continua pegando no pequeno!



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