Antes de Android e iOS consolidarem seu domínio nos smartphones, o mercado de celulares abrigava diversas plataformas criadas por fabricantes e gigantes da tecnologia.
Muitos desses sistemas operacionais tiveram relevância, mas desapareceram conforme a indústria se reorganizou em torno de duas plataformas principais.
O site de tecnologia Canaltech reuniu uma lista com oito sistemas operacionais móveis que já foram populares, mas dos quais hoje praticamente ninguém se lembra.
A maioria oferecia funcionalidades avançadas para a época, mas não conseguiu acompanhar a evolução do mercado.
Os primeiros sistemas operacionais móveis
O Palm OS foi o pioneiro real dos sistemas para dispositivos móveis. Lançado em 1996 para os PalmTops, permitia redigir textos, enviar e-mails e navegar pela internet.
A última versão saiu em 2009, marcando o fim de uma era que preparou o terreno para os smartphones modernos.
O Symbian tornou-se o grande nome na década de 2000. O sistema equipou celulares de marcas como Samsung, Motorola e Sony Ericsson antes de essas empresas migrarem para o Android.
Também ajudou a consolidar o conceito de aplicativos nos telefones.
O Symbian também oferecia uma alternativa robusta ao iOS durante a ascensão dos primeiros smartphones, mas perdeu força na década de 2010.
Sua última versão chegou em 2012 nos aparelhos da Nokia.
A BlackBerry era uma das fabricantes mais populares entre o final dos anos 2000 e o início dos anos 2010. A empresa se diferenciava pelo teclado QWERTY físico, voltado à produtividade.
O BlackBerry OS, desenvolvido pela própria empresa estadunidense, equipava seus celulares até que modelos posteriores vieram com Android pré-instalado.
Embora a última versão tenha saído em 2012, o suporte oficial só foi interrompido dez anos depois.
O MeeGo surgiu em 2010 de uma parceria entre Nokia, Intel e Linux Foundation. O sistema foi criado para unificar celulares, netbooks, televisões e outros dispositivos inteligentes.
Apesar da promessa, o projeto foi descontinuado um ano depois, com a Linux Foundation redirecionando seus esforços para o Tizen.
Tentativas de código aberto e soluções alternativas
A Mozilla, dona do navegador Firefox, lançou o Firefox OS em 2013 como alternativa de código aberto para rivalizar com o Android em modelos de entrada.
No Brasil, aparelhos como o Alcatel One Touch Fire e o LG Fireweb chegaram com o sistema, que contava com sua própria loja de aplicativos. O projeto não conseguiu ganhar tração e foi encerrado em 2016.
A Samsung também experimentou caminhos próprios antes de consolidar sua parceria com o Android.
O Bada, lançado em 2009 como solução de substituição para o Symbian, funcionava como adaptação do Kernel Linux.
A empresa descontinuou a plataforma em 2013 para concentrar recursos no desenvolvimento do Tizen, seu sistema para televisores inteligentes e outros aparelhos conectados.
O WebOS, desenvolvido pela Palm e posteriormente adquirido pela HP, esteve presente em alguns celulares antes de ser abandonado.
O Windows Mobile, aposta da Microsoft no mercado móvel, teve um breve período de relevância, mas nunca conseguiu competir em condições de igualdade com as duas plataformas dominantes.
O KaiOS ainda tenta se manter ativo em nichos específicos, mas permanece longe da concorrência principal.
O desaparecimento desses sistemas mostra como o mercado de tecnologia móvel se consolidou rapidamente.
Enquanto Android e iOS passaram a dividir praticamente todo o mercado de celulares, esses outros sistemas operacionais se tornaram curiosidades históricas, lembrados apenas por quem vivenciou aquela era de inovação móvel.







