Segundo o relatório anual de transparência financeira divulgado pela própria Fifa, o presidente Gianni Infantino recebeu, em 2025, uma remuneração bruta de US$ 4,8 milhões, cerca de R$ 25 milhões, entre salário-base e bônus.
Somando outros benefícios, o valor total chega a cerca de US$ 6 milhões, o equivalente a R$ 30 milhões, o maior patamar já registrado desde que ele assumiu o cargo, em 2016.
O salário-base de Infantino somou 2,6 milhões de dólares em 2025, cerca de R$ 13,5 milhões, e o bônus alcançou 2,2 milhões de dólares, aproximadamente R$ 11,5 milhões, segundo o próprio documento divulgado pela entidade.
O valor representa um salto expressivo em relação ao ano anterior, quando a remuneração havia somado cerca de 2,9 milhões de dólares.
Uma década de aumentos acumulados
Desde que assumiu a presidência da Fifa, Infantino já acumulou remuneração superior a US$ 30 milhões, cerca de R$ 155 milhões. O dirigente está no cargo desde fevereiro de 2016, quando foi eleito para substituir o suíço Joseph Blatter, afastado após um escândalo de corrupção que abalou a entidade.
Custos administrativos bateram recorde
Só em 2025, as despesas de governança da Fifa somaram US$ 254,3 milhões, cerca de R$ 1,3 bilhão, o maior valor já registrado pela entidade.
Entre 2023 e 2026, os custos com administração e governança devem alcançar cerca de US$ 905 milhões, e a previsão orçamentária para o próximo ciclo, entre 2027 e 2030, já ultrapassa US$ 1 bilhão.
Onde o dinheiro deve ser gasto
Boa parte do crescimento das despesas está ligada à ampliação do quadro de funcionários da entidade. Sem contar profissionais contratados especificamente para grandes eventos, como a Copa do Mundo, a Fifa estima gastar cerca de US$ 994 milhões com empregados no ciclo atual, valor que deve crescer mais US$ 300 milhões no período seguinte.
O orçamento do departamento jurídico também deve quase triplicar, de US$ 55 milhões para US$ 119 milhões entre 2027 e 2030.
O contraponto da Fifa
A entidade argumenta que as despesas administrativas representam apenas uma pequena fração do orçamento total e afirma que cerca de 90% dos recursos arrecadados são destinados diretamente ao desenvolvimento do futebol ao redor do mundo.
A projeção de receita da Fifa para o ciclo 2023-2026 é de US$ 13 bilhões, crescimento superior a 70% em relação ao período anterior.







