Morreu nesta semana, aos 93 anos, Bill Rasmussen, o jornalista e empresário conhecido mundialmente como o “pai da televisão esportiva”. Sua morte, causada por complicações da doença de Parkinson, encerra a vida de um homem que transformou uma demissão em uma das maiores revoluções da história da mídia global.
Rasmussen foi o cofundador da ESPN, a primeira rede de televisão dedicada a transmitir esportes 24 horas por dia, 7 dias por semana. Lançada em 1979, a rede nasceu de uma ideia concebida apenas um ano antes, em 1978, após Rasmussen ser demitido de seu cargo de diretor de comunicações do time de hóquei New England Whalers.
O nascimento da ESPN
A história da ESPN começou com Rasmussen sem emprego e buscando uma nova direção com seu filho, Scott Rasmussen, que utilizaram um adiantamento de apenas US$ 9.000 (cerca de R$ 45 mil) em um cartão de crédito para reservar um transponder de satélite.
Essa aposta atraiu o interesse da Getty Oil, que entrou como investidora majoritária, fornecendo o capital necessário para construir os estúdios em Bristol e lançar a rede.
“A ideia surgiu no trânsito”, relatou Rasmussen em diversas entrevistas, referindo-se ao momento em 1978 quando ele e o filho, presos em um engarrafamento na Interestadual 84, discutiram o potencial de um canal de esportes ininterrupto via satélite.
O que começou como um projeto local rapidamente se expandiu para uma visão nacional que mudaria para sempre o consumo de entretenimento esportivo nas televisões.
O legado do “pai da TV esportiva”
O impacto de Rasmussen na indústria foi formalmente reconhecido em 1994, quando o jornal USA Today o apelidou oficialmente de “o pai da televisão esportiva”. Sua inovação permitiu que eventos esportivos, antes restritos a horários nobres ou fins de semana, se tornassem um produto de consumo diário e constante.
Apesar de ter deixado a gestão ativa da ESPN em outubro de 1980, pouco mais de um ano após o lançamento, o modelo de negócios criado por Rasmussen prosperou. A rede cresceu de uma pequena operação em Connecticut para um império global de mídia, influenciando o lançamento de centenas de canais parecidos ao redor do mundo.
Em 2025, um ano antes de seu falecimento, Rasmussen também foi incluído no Sports Broadcasting Hall of Fame, o hall da fama internacional das transmissões esportivas.
Além da televisão e do esporte, Rasmussen foi um ferrenho defensor da pesquisa sobre a doença de Parkinson, condição com a qual ele era diagnosticado desde 2014 e que causou seu falecimento.








