A banda norte-americana de metal cristão Demon Hunter entrou com ação judicial contra a Netflix por conta da animação “KPop Demon Hunters”, lançada no Brasil como “Guerreiras do K-pop”.
O processo foi movido pela Hyde Lane, entidade jurídica ligada ao grupo, que acusa a empresa de disputar mercado sob um nome “confusamente semelhante” ao da banda, já consolidado havia mais de duas décadas antes do lançamento do filme.
Grupo alega conhecimento prévio por parte da Netflix
Segundo a petição, a Netflix e a Netflix Studios já teriam conhecimento da existência da Demon Hunter quando decidiram lançar o filme, em 2025. A produção se tornou um sucesso não só como título do catálogo de streaming, mas também pela trilha sonora e pelos produtos licenciados vendidos a partir dela.
A banda alega que essa sobreposição gerou confusão real entre consumidores, levando parte do público a associar a animação ao próprio grupo musical, o que, segundo o processo, esvaziou a força da marca construída ao longo de sua carreira.
Um dos pontos centrais da ação envolve a parceria firmada entre a Netflix e a promotora AEG para lançar uma turnê mundial batizada “KPop Demon Hunters”, prevista para 2027 e com passagem programada por 150 cidades.
Para a Demon Hunter, essa expansão da marca do filme para o formato de shows ao vivo invade diretamente o próprio território comercial da banda, que também vende ingressos, turnês e produtos licenciados sob o mesmo nome há 25 anos, desde a fundação do grupo.
Grupo pede indenização e proibição do uso do nome
Na ação, a Demon Hunter pede que a Justiça proíba a Netflix de usar o nome “KPop Demon Hunters” em gravações musicais, apresentações ao vivo e produtos licenciados, além de indenização por danos, valor ainda não definido no processo.

Segundo o texto da petição, a marca construída pela banda ao longo de 25 anos enfrenta agora uma “crise existencial” diante do porte e do alcance global da plataforma de streaming.
Fundada em Seattle no ano 2000, a Demon Hunter soma 12 álbuns de estúdio na carreira, com turnês e vendas de produtos licenciados mantidas de forma consistente ao longo de todo esse período.
O trabalho mais recente, “There Was a Light Here”, lançado em setembro de 2025, chegou à 9ª posição da parada de música cristã da Billboard. Procurada pela reportagem original, a Netflix ainda não se manifestou publicamente sobre o processo movido pela banda.







