O transporte coletivo de Gaspar, em Santa Catarina, enfrenta, a partir desta sexta-feira (21), o risco iminente de paralisação total. Após cumprirem o prazo legal de 72 horas na noite de ontem (20), os motoristas e cobradores da Expresso Presidente estão liberados para deflagrar a greve que foi aprovada em assembleia no último sábado (15).
A decisão dos trabalhadores, representados pelo Sindicato dos Empregados nas Empresas Permissionárias do Transporte Coletivo Urbano de Blumenau e Região (Sindetranscol), foi uma resposta ao impasse nas negociações da Convenção Coletiva de Trabalho 2026/2027.
A categoria rejeitou a proposta da empresa por considerar que ela atendia apenas 2 de mais de 80 reivindicações apresentadas. O sindicato acusa a operadora de descumprir prazos e de ter apresentado uma oferta insuficiente apenas um dia antes da assembleia, o que inviabilizou um acordo.
Impacto na população
A possibilidade de interrupção dos ônibus causa preocupação na população que depende do serviço para se deslocar e para o setor produtivo. A Associação das Micro e Pequenas Empresas de Gaspar e Ilhota (AMPE) alertou que uma paralisação afetará a pontualidade e o comparecimento de colaboradores, impactando a economia.
A Prefeitura de Gaspar confirmou o recebimento da notificação e declarou que acompanha as negociações de perto, aguardando novas deliberações entre o sindicato e a empresa.
Enquanto isso, a população permanece em estado de alerta, sem informações claras sobre alternativas de transporte caso a greve seja confirmada nas próximas horas.
Próximos passos
Hoje os trabalhadores devem definir se iniciam a paralisação imediata ou se concedem um novo prazo para negociação sob ameaça de greve. Além disso, podem ocorrer protestos e bloqueios de vias, mesmo sem a greve total dos ônibus.
Fontes indicam que, até o início da manhã desta sexta-feira, não havia relato generalizado de paralisação, o que sugere que a categoria pode estar aguardando uma última rodada de negociações.
De acordo com especialistas, a pressão do prazo vencido pode forçar a empresa e o sindicato a uma mesa de negociação urgente ainda hoje para evitar o colapso do transporte na cidade.








