Presente em três modelos diferentes de dispositivos, o XRING O1 já soma mais de 1 milhão de unidades distribuídas, marco que a Xiaomi confirmou por meio de Lu Weibing, presidente do grupo.
De acordo com especialistas, o número consolida o primeiro processador desenvolvido internamente pela fabricante chinesa como um projeto validado em escala comercial e já abre caminho para uma nova geração do chip.
Lançado em 2025 com processo de fabricação de 3 nanômetros, o XRING O1 equipa produtos de alto desempenho da marca e chegou a ser comparado por especialistas do setor a processadores como o Snapdragon 8 Elite e o A18 Pro, da Apple.
Sucessor pode trazer altos ganhos de desempenho
Com o sucesso do XRING O1 confirmado, a Xiaomi já sinaliza a chegada de uma nova geração de processadores da família. Rumores do mercado apontam para um chip batizado internamente de XRING O3, com codinome Lhasa.
Segundo essas informações, a plataforma teria arquitetura de CPU dividida em três grupos de núcleos, chamados Prime, Titanium e Little, com o núcleo principal ultrapassando 4 GHz.
Especialistas apontam que, com a novidade, a eficiência energética dos dispositivos da empresa deve evoluir em 68% se comparada à geração atual, além de GPU cerca de 25% mais rápida.
O primeiro aparelho a receber o possível novo chip seria o Xiaomi MIX Fold 5, um dos lançamentos mais aguardados da marca para os próximos meses.
Projeto de dez anos mira além dos smartphones
Os processadores XRING fazem parte de um plano estratégico iniciado pela Xiaomi em 2021, com investimento total projetado em 50 bilhões de yuans, o equivalente a cerca de R$ 38 bilhões.
Até abril de 2025, mais de 13,5 bilhões de yuans, próximos de R$ 10,4 bilhões, já haviam sido direcionados especificamente à pesquisa e ao desenvolvimento dessa linha de chips.
Além dos celulares, a Xiaomi também estuda levar seus processadores próprios para veículos elétricos, trazendo versatilidade para o investimento.








