Microsoft e Discord foram intimadas pela Take-Two Interactive em ação movida no Tribunal do Sul de Nova York, que busca dados capazes de revelar quem está por trás do perfil CyberLeek.
A empresa quer chegar ao nome de quem tem provocado a sequência de vazamentos do GTA 6, um dos lançamentos mais esperados dos últimos anos.
O pedido à Justiça foi apresentado na noite da última quinta-feira (20), pouco depois de CyberLeek publicar um vídeo em que usa um rifle dentro do jogo para formar a palavra “LEEK” em uma parede.
Não muito tempo depois, outro material apareceu, dessa vez trazendo cenas de gameplay com supercarros, engrossando a quantidade de arquivos vazados que têm circulado recentemente.
Gigantes da tecnologia são intimadas na busca por hacker que vazou imagens do GTA 6
As intimações se baseiam na DMCA (Digital Millennium Copyright Act), lei dos Estados Unidos usada em casos de pirataria e violação de direitos autorais.
A empresa busca apenas a identidade do infrator para proteger direitos sobre elementos criativos, como conteúdo audiovisual, arte, imagens e diálogos do jogo.
A Microsoft tem até 4 de setembro para entregar todos os registros internos vinculados ao perfil CyberLeek, incluindo dados capazes de identificar o usuário.
Dentro do mesmo prazo, o Discord também foi obrigado a entregar dados como identificação das contas, e-mail usado no registro, IPs do cadastro e do login mais recente, telefone associado, outras contas conectadas, casos de Google e Xbox, e informações que identifiquem o dispositivo utilizado.
A Take-Two requisitou explicitamente conteúdo relacionado a GTA, Rockstar ou Cyberleek armazenado em contas do OneDrive associadas aos usuários investigados, buscando localizar materiais que ainda não vieram a público.
O Discord deve fornecer dados de contas associadas a apelidos específicos como “CYBERLEEK”, “CINEMATICROCKSTAR” e “Surfer24k™”, além de servidores como “Ødyssey.gg” e o servidor de editores do DarkViperAU, ligado ao streamer Matthew “Matt” Judge.
Um investigador rastreou a origem financeira do token $CYBERLEEK até a KuCoin, corretora que exige verificação de identidade dos usuários.
A descoberta abre uma via para que autoridades obtenham os dados cadastrais do responsável.
O fator financeiro nos vazamentos
O vazador teria investido cerca de US$ 29 mil na criação do token e no site usado para hospedar os vazamentos.
A operação continua rendendo algo entre US$ 40 mil e US$ 60 mil em taxas cobradas nas negociações, movimentando diariamente cerca de US$ 2,1 milhões.
Os números indicam que a operação tem uma estrutura financeira definida e lucrativa.
A estratégia financeira contrasta com o discurso de ativismo que CyberLeek adota publicamente.
Além da identidade do responsável, a Take-Two busca dados de múltiplas plataformas e possíveis arquivos ainda não divulgados, ampliando o alcance da investigação.
A Take-Two perdeu cerca de US$ 2,83 bilhões em valor de mercado dois dias após os vazamentos iniciais.
CyberLeek se apresenta como ativista insatisfeito, mas investigações apontam motivações financeiras significativas por trás dos vazamentos.
Nenhuma declaração pública foi emitida pela Take-Two ou pela Rockstar Games a respeito do processo.
A atuação de ambas seguia concentrada na remoção de conteúdo vazado em redes sociais.
As plataformas intimadas deverão apresentar seus registros ao tribunal até 4 de setembro.
Enquanto isso, além de CyberLeek, um novo grupo divulga o código-fonte do jogo.








