A Casas Bahia encerrou, nesta semana, 18 das 23 lojas que mantinha em Santa Catarina, incluindo as duas unidades de Blumenau, uma na Rua XV de Novembro e outra no Norte Shopping. Com esses fechamentos, a varejista, fundada em 1952, marca o enfraquecimento de sua presença no estado.
O movimento faz parte de uma reestruturação nacional que atingiu 298 lojas em todo o Brasil e resultou na demissão de cerca de 3 mil funcionários em agosto, segundo o pedido de recuperação judicial protocolado na Justiça de São Paulo. A empresa acumula R$ 17,3 bilhões em dívidas e registrou prejuízo de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre de 2026.
Ao mesmo tempo que a empresa realiza o enxugamento da rede física, também anunciou um novo leilão eletrônico de produtos, que vai leiloar eletrodomésticos como geladeiras, fogões e máquinas de lavar. Além desse leilão, a empresa também concluiu uma rodada virtual de outro nesta semana.
O que resta em Santa Catarina?
Após a rodada de fechamentos, apenas seis lojas continuam abertas no estado. As unidades que seguem em operação ficam em Balneário Camboriú, Florianópolis, Itajaí, Navegantes, Brusque e Joinville.
De acordo com analistas, o impacto foi imediato em cidades como Jaraguá do Sul, Canoinhas e Criciúma, que também perderam suas unidades. Em Blumenau, parte dos letreiros da loja da Rua XV já havia sido retirada dias antes do anúncio público do fechamento, segundo registros de moradores.
“Estavam na UTI”, resumiu o CEO da companhia, Renato Franklin, ao se referir às unidades encerradas.
Novo leilão
Junto ao fechamento, a empresa também vem realizando leilões eletrônicos para vender itens do Centro de Distribuição e do Departamento de Assistência Técnica (DAT). O último anunciado foi uma operação com 367 lotes com descontos de até 85%, incluindo geladeiras a partir de R$ 500.
Vale destacar, no entanto, que boa parte dos itens são produtos devolvidos, que podem apresentar avarias, sinais de uso e até ausência de algumas partes. Apesar disso, a empresa garante o funcionamento dos itens.
Em nota, a companhia esclareceu que “os leilões são uma prática recorrente e estão relacionados a produtos do DAT” e que “a operação segue normalmente nas lojas físicas e no e-commerce”, visando desconectar os leilões da atual situação da empresa na recuperação judicial.








