A Electrolux, uma das maiores fabricantes de eletrodomésticos do mundo, confirmou nesta semana o fechamento de três fábricas e a demissão de aproximadamente 3.000 funcionários em um plano global de reestruturação industrial.
As medidas, que visam reduzir custos diante de uma demanda estagnada e pressão competitiva, afetam unidades na Hungria, Itália, Chile e Estados Unidos, mas não atingem as operações no Brasil.
O fim da produção em três países
O plano de reestruturação, anunciado ao longo do primeiro semestre de 2026 e consolidado em agosto, resulta no encerramento definitivo da fabricação em três unidades estratégicas, com o objetivo de cortar gastos.
A primeira unidade fechada das anunciadas até o momento foi a de Santiago, no Chile, cujas atividades foram encerradas em abril deste ano. O fechamento resultou na demissão de cerca de 600 trabalhadores. Agora, a empresa deixou de fabricar eletrodomésticos no país, passando a importar produtos.
A segunda unidade encerrada foi na cidade de Anderson, na Carolina do Norte, nos EUA, fechada em julho deste ano, e resultou na demissão de 1.255 funcionários. No entanto, a unidade está sendo transformada em uma joint venture com a chinesa Midea, que assumirá 45% da operação, para produzir máquinas de lavar e secadoras.
Na Hungria, a fábrica de Jászberény, especializada em refrigeradores, terá suas atividades encerradas até o final de 2026, afetando cerca de 600 trabalhadores. A produção será transferida para outras unidades do grupo.
Já na Itália, a empresa propôs o fechamento da unidade de coifas em Cerreto d’Esi, o que resultaria na demissão de 1.700 funcionários. No entanto, a medida ainda depende de negociações finais com sindicatos e autoridades italianas.
Brasil é poupado
Em meio aos anúncios de fechamento, a Electrolux fez questão de esclarecer que não há planos de fechar fábricas ou demitir em massa no Brasil. Pelo contrário, o país é tratado como um hub estratégico global e o segundo maior mercado da marca no mundo.
Enquanto cortava postos na Europa e no Chile, a empresa inaugurou, em agosto de 2025, seu maior complexo industrial na América Latina, em São José dos Pinhais, no Paraná.
A nova fábrica, que recebeu investimentos de R$ 700 milhões, gera 2.000 empregos e produz eletroportáteis como liquidificadores e ventiladores, itens que antes eram importados.







