A queda de braço entre o YouTube e os bloqueadores de anúncios ganhou um novo capítulo. Nesta quarta-feira (8), o DuckDuckGo, navegador focado em privacidade, anunciou que passou a remover nativamente os anúncios em vídeo da plataforma do Google, sem precisar instalar nenhuma extensão.
Segundo a empresa, o recurso, batizado de YouTube Ad Blocking, bloqueia a maioria dos anúncios exibidos antes e durante a reprodução dos vídeos.
A função já vem ativada por padrão para usuários de iPhone, Windows e Mac. No Android, ainda é preciso ativar manualmente, pelo menu de configurações do navegador, na seção “Ad Blocking”.
Como o DuckDuckGo funciona
A ferramenta usa listas de filtros mantidas pela comunidade e originadas do projeto uBlock Origin, um dos bloqueadores de anúncios mais populares do mundo, combinadas com regras próprias do DuckDuckGo para melhorar a compatibilidade e reduzir falhas.
Como consequência, os vídeos podem demorar um pouco mais para carregar, mas os cortes no meio da reprodução devem desaparecer.
Há uma ressalva importante para quem usa celular: se o link de um vídeo abrir automaticamente no aplicativo oficial do YouTube, o bloqueio de anúncios do DuckDuckGo deixa de funcionar. Para aproveitar o recurso, é necessário acessar o site da plataforma diretamente pela barra de endereços do navegador.
Recurso atualizado
O novo bloqueador é diferente do Duck Player, ferramenta que a DuckDuckGo já oferecia para assistir a vídeos do YouTube em uma interface própria, sem anúncios personalizados e sem interferir nas recomendações do usuário.
Enquanto o Duck Player isola o vídeo em um ambiente separado, o novo recurso atua diretamente no site convencional do YouTube, preservando funcionalidades como histórico de visualização e progresso em listas de reprodução.
Uma disputa com futuro promissor
A novidade chega em meio a um esforço crescente do YouTube para dificultar o uso de bloqueadores de anúncios em todo o mundo. A própria página de suporte da plataforma afirma que esse tipo de ferramenta viola os termos de serviço, e usuários identificados costumam ser notificados a desativar o bloqueio, assinar o YouTube Premium ou ter a reprodução interrompida.
A empresa também elevou recentemente o preço do Premium em diversos países e criou uma versão mais barata, batizada de Premium Lite, que remove parte dos anúncios, mas sem todos os recursos do plano padrão.







