Quando a Apple lançou o iPhone X, em 2017, o modelo enfrentou meses de fila e estoque insuficiente por causa da tela OLED inédita na linha. Um cenário parecido deve se repetir com o primeiro iPhone dobrável da empresa, segundo o analista Ming-Chi Kuo, da consultoria TF International Securities.
Dessa vez, porém, o problema não deve ser o preço elevado do aparelho, e sim a falta de unidades disponíveis.
Segundo Kuo, a Apple deve conseguir produzir entre 500 mil e 1 milhão de unidades do modelo logo após o lançamento, previsto para o fim do terceiro trimestre de 2026.
O volume é considerado baixo para os padrões da marca, que pretende acelerar a produção ao longo do semestre até alcançar cerca de 8 milhões de aparelhos até dezembro.
Produção limitada
O gargalo está ligado ao design inovador do aparelho, apelidado internamente de iPhone Ultra, que traz desafios de engenharia inéditos para a Apple.
A fabricação de telas dobráveis exige processos mais delicados do que os usados em smartphones convencionais, o que reduz o ritmo da linha de montagem nos primeiros meses.
Com a demanda superando a oferta, Kuo projeta que unidades do aparelho possam ser revendidas no mercado paralelo com valores entre 50% e 100% acima do preço oficial. Um modelo anunciado a US$ 2.499 (cerca de R$ 13.700 na cotação atual, sem impostos brasileiros) poderia chegar a até US$ 5.000 nesse tipo de revenda.
O que já se sabe sobre o aparelho
Segundo rumores do setor, o iPhone dobrável deve ter tela interna de 7,8 polegadas, tela externa de 5,5 polegadas e espessura inferior a 5 milímetros quando aberto, em formato de “livro”, semelhante ao de um iPad mini.
A Apple ainda não confirmou oficialmente o lançamento do produto, mas analistas apontam setembro de 2026 como data mais provável, junto com a apresentação da linha iPhone 18.
Nem todo analista concorda com a previsão
A avaliação de Kuo contrasta com um relatório da consultoria japonesa Nikkei Asia, segundo o qual a Apple teria elevado a meta de produção do dobrável para cerca de 10 milhões de unidades ainda em 2026.
Se esse número mais otimista se confirmar, a escassez inicial tende a ser menor do que a projetada por Kuo.
De qualquer forma, o próprio analista reconhece que a euforia em torno do lançamento deve distorcer qualquer leitura confiável sobre a demanda real do produto, que só deve ficar mais clara no início de 2027, quando a produção se normalizar.







