“O clube precisa de R$ 1 bilhão, senão vai fechar”, foi com essas palavras, ditas em coletiva de imprensa dias antes, que Márcio Zanardi resumiu a situação da Ponte Preta. Nesta semana, o técnico pediu demissão do comando da Macaca, fundada em 1900 e uma das agremiações esportivas mais antigas do país.
A saída do técnico veio no mesmo dia em que o elenco paralisou as atividades, deixando o CT do Jardim Eulina vazio. Essa paralisação vem de uma crise financeira profunda pela qual o clube passa.
Quando tudo desandou
O primeiro episódio que expôs a situação financeira do clube foi quando os jogadores, com salários e direitos de imagem atrasados em até seis meses, utilizaram as redes sociais para publicar uma nota acusando a diretoria de “abandono”.
Além disso, segundo relatos internos, funcionários não recebem há mais de um ano. Zanardi, ao explicar sua decisão, relatou desgaste e chegou a cogitar a possibilidade de seguir no clube apenas nas categorias de base.
O discurso que Zanardi fez após o empate por 1 a 1 com o Náutico, na 22ª rodada da Série B, expôs a dimensão do problema. Além da cobrança pela Sociedade Anônima do Futebol (SAF) de R$ 1 bilhão, o técnico listou que o clube carecia de equipamentos essenciais.
“A Ponte não tem fisioterapeuta, não tem piscina de gelo, não tem maca, não tem GPS, nada”, disse. A equipe está na zona de rebaixamento da Série B, e o cenário interno é descrito por jogadores como de “abandono institucional”.
Novo treinador
Após a saída de Zanardi, a diretoria não deixou a vaga aberta por mais de 48 horas. Gilson Kleina foi anunciado como novo técnico ainda nesta semana. Essa marca a sexta passagem do treinador pela Ponte Preta. A missão, segundo a própria cúpula do clube, é evitar o rebaixamento em uma das piores crises da história da Macaca.








