Quem tem uma conta pública no Instagram e não quer que suas fotos sejam usadas por outras pessoas para criar imagens com inteligência artificial precisa entrar nas configurações e desativar essa opção manualmente.
O recurso vem ativado por padrão na nova ferramenta da Meta, batizada de Muse Image, primeiro gerador de imagens desenvolvido pelo laboratório de superinteligência artificial da empresa.
Anunciado na última terça-feira (7) por Mark Zuckerberg, o Muse Image permite criar imagens do zero e editar fotos a partir de comandos em linguagem simples.

A ferramenta já está disponível no Meta AI e deve chegar em breve ao Instagram, ao WhatsApp, ao Facebook e ao Messenger em mais países, começando pelos Estados Unidos.
Uso de fotos de outras pessoas
Dentro do aplicativo de inteligência artificial da Meta, o usuário pode mencionar contas públicas do Instagram em seus comandos, e a ferramenta usa as fotos públicas desses perfis como referência para gerar novas imagens.
Todo perfil sem cadeado tem, por padrão, seu conteúdo disponível para esse uso por outras pessoas, mas a Meta afirma que é possível desativar essa permissão nas configurações da conta.
Onde a novidade também vai aparecer
Além da geração de imagens dentro do Meta AI, o Muse Image vai alimentar mais de 30 efeitos criativos para Stories no Instagram e permitir a geração de imagens em conversas diretas com a inteligência artificial da Meta pelo WhatsApp.

A empresa também afirma que o modelo ficará disponível para anunciantes, como parte da ferramenta de publicidade automatizada Advantage Plus.
Disputa direta com Google e OpenAI
Segundo a Meta, o Muse Image supera o Nano Banana 2, gerador de imagens do Google, em diversos testes comparativos de desempenho, ficando atrás apenas do GPT Image 2, da OpenAI.
Antes do lançamento da ferramenta própria, a Meta dependia do Midjourney para gerar imagens dentro de seus aplicativos.
Investida bilionária em inteligência artificial
O Muse Image é o segundo modelo lançado pelo Meta Superintelligence Labs, laboratório criado após a Meta pagar US$ 14,3 bilhões por 49% da startup Scale AI, negócio que trouxe à empresa o pesquisador Alexandr Wang, hoje à frente da divisão de inteligência artificial.
Em abril, o laboratório já havia lançado o Muse Spark, modelo de linguagem voltado a raciocínio sobre questões complexas de ciência, matemática e saúde. Segundo a empresa, um modelo de vídeo, batizado de Muse Video, também já está em desenvolvimento.







