O meia-atacante Anderson Talisca, hoje no Fenerbahçe, expôs sua insatisfação por não ter sido lembrado pela Seleção Brasileira na Copa de 2026.
Com 32 anos, ele disse que já não nutre expectativa de receber um chamado para a próxima competição.
Também colocou em dúvida a forma como, na sua visão, são escolhidos os convocados para o ataque da equipe nacional.
As declarações vieram na última terça-feira (18 de agosto), logo depois de o Fenerbahçe ficar no 1 a 1 com o Lyon pelos playoffs da Champions League.
Em entrevista à TNT Sports. Talisca destacou seu desempenho recente no futebol turco, onde atuava em função mais avançada.
Anderson Talisca e sua produção ofensiva no futebol turco
Em seis partidas neste início de temporada, Talisca anotou cinco gols e contribuiu com assistências.
Antes disso, acumulou 27 gols e cinco assistências em 45 jogos pelo Fenerbahçe.
Segundo o jogador, seus números deveriam ser suficientes para uma oportunidade na Seleção.
O jogador afirmou em tom de crítica que, se fosse por números, já estaria há muito tempo em determinado lugar.
Ao longo da carreira, a cria do Bahia atuou em diversos clubes europeus e asiáticos.
Sua passagem pelo Fenerbahçe rendeu 44 gols e sete assistências em 74 partidas. Em 110 jogos pelo Al-Nassr, o atleta marcou 77 vezes e deu 12 passes para gol.
Trinta e nove gols e nove assistências em 65 partidas pelo Guangzhou FC; no Besiktas, 37 gols e 15 assistências em 80 jogos. Benfica o viu marcar 20 gols e dar duas assistências em 78 partidas.
E no Bahia, clube que o revelou, acumulou 11 gols e duas assistências em 68 jogos.
A esperança de uma convocação natural
Talisca afirmou que prefere deixar uma eventual convocação acontecer naturalmente, sem ficar esperando.
Segundo Talisca, acredita que “se Deus abençoar“, uma convocação “vai chegar naturalmente“.
Segundo o jogador, prefere não se preocupar com isso, já que, em sua avaliação, nem sempre desempenho e dedicação em campo determinam quem é chamado.
Por não ter atuado no último ciclo da Seleção, o meia parte em desvantagem na concorrência por uma vaga no elenco brasileiro.
Para o ataque na Copa do Mundo de 2026, o técnico Carlo Ancelotti fez sua seleção entre nomes como Paquetá, Raphinha, Luiz Henrique, Rayan, Vinicius Júnior, Martinelli, Neymar, Matheus Cunha, Endrick e Igor Thiago.
Talisca mantém o foco em seu desempenho no futebol turco, e na expectativa de que os números que acumula falem por si.








