A ameaça de boicote das 55 seleções europeias às competições da FIFA pode estar prestes a ser formalmente retirada. Segundo o jornal britânico The Guardian, a UEFA recebeu garantias de que a entidade jamais tentará novamente um projeto como o plano de Gianni Infantino de vender participações da Copa do Mundo a empresas privadas.
A decisão final será discutida nesta quinta-feira (27) no comitê executivo da UEFA, em Monte Carlo, na presença dos presidentes das federações-membro. A reunião coincide com o sorteio da Champions League, tradicional momento de decisões no calendário europeu.
O que aconteceu?
O impasse nasceu do FIFA Forward Enterprise (FFE), projeto de Infantino com o objetivo de captar investidores privados para gerir os direitos comerciais da Copa do Mundo. A iniciativa foi abandonada apenas dois dias após se tornar pública, em 1º de agosto, sob forte repercussão negativa.
Em 5 de agosto, Infantino enviou carta às federações-membros pedindo desculpas pelos “erros” cometidos no processo. Ainda assim, a UEFA manteve o boicote em vigor, exigindo garantias de que nenhuma tentativa equivalente voltaria a ser apresentada.
Em 6 de agosto, a entidade reiterou que as condições para “restabelecer a confiança” na gestão de Infantino “não haviam sido atendidas”.
As garantias
Nas últimas semanas, FIFA e UEFA negociaram reservadamente os termos para encerrar o impasse. A entidade comandada por Infantino se comprometeu, em correspondência privada, a não repetir uma iniciativa de privatização semelhante.
Já a UEFA, presidida por Aleksander Ceferin, definiu duas condições: o abandono integral do FFE e uma garantia vinculante de que nenhuma iniciativa equivalente voltaria a ser apresentada.
No entanto, vale destacar que a retirada do boicote não significa o fim da crise. A UEFA ainda mantém sua posição de que a confiança na liderança de Infantino não foi restabelecida. Ceferin declarou nesta semana que o suíço deve “se resignar ou se preparar para ser desafiado” na presidência no próximo Congresso da FIFA.








