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Estratégia desastrosa quase faliu a Netflix

Por João Carlos Gomes
27/07/2025
Em Geral
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Foto: Venti Views/Unsplash

Foto: Venti Views/Unsplash

Quando se pensa nas principais plataformas de streaming do mercado, um dos primeiros nomes que vem à mente da maioria das pessoas certamente é a Netflix.

Até porque, além de ser a pioneira do formato, o serviço da empresa estadunidense já conta com quase 270 milhões de assinantes em todo o mundo.

Mas vale destacar que, antes de se tornar o fenômeno internacional que é hoje, a Netflix quase teve sua trajetória interrompida em 2011 por conta de uma estratégia que a fez perder milhares de assinantes na época.

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Do físico ao digital: o equívoco da Netflix

Apesar de ter disponibilizado o recurso “Assistir Agora”, que permitia que os assinantes assistissem a filmes e séries diretamente em seus computadores, desde 2007, a Netflix ainda passou alguns anos operando com o aluguel de mídia física nos Estados Unidos.

Na época, os clientes pagavam US$ 10 por mês para ter acesso ao catálogo da empresa, tanto digital quanto físico. Mas em 2011, a Netflix decidiu incentivar a migração definitiva para o streaming.

Para isso, a companhia anunciou que, a partir daquele ano, não haveria mais uma mensalidade conjunta. Sendo assim, os assinantes teriam que pagar US$ 8 separadamente por cada serviço.

A decisão acabou gerando revolta e resultou não apenas na perda de mais de 800 mil assinantes, mas também em uma queda de quase 80% no valor de mercado da empresa.

A retratação da Netflix e a mudança no conteúdo

Por conta da repercussão negativa, o co-fundador e CEO da Netflix, Reed Hastings, decidiu se desculpar publicamente com o público e reverter a decisão.

A partir disso, a empresa decidiu dar início a uma transformação gradual em seus negócios, investindo na produção de conteúdo original para o streaming.

Com isso, a confiança do público foi sendo reconquistada gradualmente, e logo a companhia conseguiu se reinventar, consolidando-se no ambiente digital.

Por mais arriscada que tenha sido a estratégia original, ela ao menos serviu para fazer a Netflix repensar seus conceitos e, no processo, revolucionar a indústria do entretenimento.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
João Carlos Gomes

João Carlos Gomes

Jornalista, criador de conteúdo e músico independente nas horas vagas.

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Reprodução: TV Brasil

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