O BTG Pactual negocia, em estágio avançado, a compra dos 50% da Brio que ainda pertencem à Andrade Gutierrez.
Se concluir a operação, o banco passará a controlar integralmente a empresa e terá autonomia nas decisões estratégicas sobre os espaços mais rentáveis do Beira-Rio, estádio do Internacional em Porto Alegre.
Banco assume comando integral da operação de estádio de clube da primeira divisão brasileira
A Brio foi criada em 2014, em parceria entre a Andrade Gutierrez e o BTG Pactual, para viabilizar a modernização da arena antes da Copa do Mundo.
Desde a reforma, a empresa explora comercialmente camarotes, áreas VIP, lojas, espaços para eventos e vagas de estacionamento.
Esses espaços geram receita nos dias de jogos e shows.
O Internacional e a Brio dividem responsabilidades na gestão do complexo desde 2014.
Em áreas comuns, o clube responde por 66% dos custos e da operação, enquanto a empresa fica com 34%, segundo cláusulas do contrato.
Se concluir a aquisição de 100% da Brio, o BTG Pactual passará a controlar sozinho a exploração dos espaços mais valiosos.
Pendências entre as partes
A transação não encerra todas as pendências entre o Internacional e a Andrade Gutierrez.
O clube busca receber aproximadamente R$ 16 milhões em despesas de manutenção do estádio que a Brio não quitou conforme o contrato.
A construtora, por sua vez, ainda aguarda ressarcimento pela reforma realizada de 2012 a 2014, que custou originalmente R$ 390,77 milhões.
O clube também acionou a seguradora do Beira-Rio para cobrir os danos causados pelas enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul.
O vice-presidente Victor Grunberg informou que o processo começou, mas não há prazo definido para a conclusão.
A Brio também contesta a existência de uma dívida anterior mencionada em reportagens divulgadas recentemente, mantendo em aberto as negociações comerciais do estádio.








