A influenciadora Deolane Bezerra teve seu pedido de liberdade negado pela Justiça paulista nesta semana. O juiz Matheus Aquino Pirola Kruger, da 3ª Vara de Presidente Prudente, manteve a prisão preventiva dela sob a acusação de participação em esquema de lavagem de dinheiro vinculado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
A decisão, proferida nesta quinta-feira (27), atendeu a pedido do Ministério Público de São Paulo (MP/SP), que pediu a manutenção da custódia preventiva durante a reavaliação obrigatória a cada 90 dias. O magistrado classificou a prisão como “indeclinável e proporcional à gravidade concreta das condutas imputadas”.
Na decisão, a Justiça destaca que crimes como o branqueamento de capitais e a movimentação de contas bancárias possuem natureza telemática e poderiam, em tese, continuar sendo praticados a partir de uma residência.
O esquema
Deolane, presa desde 21 de maio na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior paulista, foi alvo da Operação Vérnix, que desarticulou o suposto esquema financeiro. Segundo o MP, a influenciadora ocupava posição de destaque no núcleo financeiro de uma engrenagem que movimentou mais de R$ 140 milhões.
A decisão mantém também as prisões preventivas de outros réus, entre eles Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como chefe do PCC, e três de seus sobrinhos. Em agosto, autoridades apreenderam veículos de luxo vinculados a Deolane, incluindo uma Lamborghini avaliada em mais de R$ 4 milhões.
O advogado Aury Lopes Jr., que conduz a defesa da influenciadora, classificou a decisão como “desnecessária, ilegal e desproporcional” e afirmou que as acusações se baseiam em mera ilação. A defesa alegou ausência de contemporaneidade dos fatos e pediu a conversão da prisão em domiciliar, pedido igualmente rejeitado.
Outras negativas
Não é a primeira vez que a Justiça nega a soltura de Deolane. Em 9 de junho, a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a prisão preventiva por unanimidade.
Já em 1º de julho, o ministro Ribeiro Dantas negou a liminar da defesa, afirmando que a suposta participação em uma “organização criminosa sofisticada” revela habitualidade delitiva e justifica a custódia provisória.
A influenciadora, que soma milhões de seguidores nas redes sociais, não se manifestou publicamente sobre a decisão. O caso segue em tramitação na 3ª Vara de Presidente Prudente.








