A Netflix avalia oferecer serviços de streaming concorrentes dentro do próprio aplicativo, incluindo a possibilidade de vender assinaturas desses rivais diretamente pela plataforma. A informação parte de uma reportagem do The New York Times, baseada em conversas com três pessoas a par das discussões internas da empresa.
Segundo o jornal, a Netflix já conversou com Peacock, ligada à emissora americana NBC, e Fox One, que reúne canais abertos e fechados da Fox Corporation nos Estados Unidos.
Nenhum acordo foi fechado até o momento, e a empresa ainda não definiu como a integração funcionaria na prática: pode envolver a venda direta de assinaturas de terceiros pelo próprio app, ou a simples incorporação de conteúdos dessas plataformas ao catálogo já existente.
Amazon, YouTube e Roku já adotam o mesmo modelo
A movimentação da Netflix segue um caminho já trilhado por concorrentes. A Amazon permite há anos que assinantes do Prime Video contratem serviços como HBO Max e Apple TV direto pela própria interface.
O YouTube fechou um acordo de cinco anos para levar conteúdo do Peacock ao YouTube Premium, e a Roku vende assinaturas de serviços externos por meio de seus próprios canais. Segundo a consultoria Antenna, consumidores preferem concentrar suas assinaturas em uma única plataforma, em vez de alternar entre vários aplicativos.
A Netflix já testou uma versão reduzida dessa estratégia na França: desde junho, o aplicativo do país inclui canais ao vivo e conteúdo sob demanda da emissora local TF1. Durante uma reunião sobre os resultados trimestrais, o co-CEO Greg Peters classificou os primeiros resultados dessa parceria como promissores.
Empresa também estuda TV ao vivo e conteúdo em vídeo de criadores
O movimento pelos serviços rivais é só uma frente da estratégia da Netflix para manter o público dentro do próprio app pelo maior tempo possível. Uma reportagem do Wall Street Journal, publicada em julho, revelou que a empresa também considera incluir canais de TV ao vivo, nos moldes da Pluto TV, organizados por gênero ou tema.
Paralelamente, a Netflix busca atrair criadores de conteúdo do YouTube: nomes como o chef Nick DiGiovanni, com 45 milhões de inscritos, e a educadora infantil Ms Rachel, com 21 milhões, já têm vídeos programados para chegar à plataforma.








