As férias escolares de meio de ano vão durar mais de 30 dias em 2027, e o motivo é a Copa do Mundo Feminina, que o Brasil sedia entre 24 de junho e 25 de julho daquele ano. A determinação está na lei, sancionada pelo Governo Federal em junho de 2026, que reúne uma série de regras para o funcionamento do país durante o torneio.
Lei obriga redes públicas e privadas a ajustar o calendário
Pelo texto da lei, os sistemas de ensino de todo o país, tanto público quanto privado, precisam organizar o calendário letivo para que o recesso do meio do ano coincida integralmente com o período da competição, da abertura à final.
Em vez das duas ou três semanas de férias que costumam acontecer em julho, os estudantes terão um mês inteiro fora da sala de aula.
O ajuste não isenta as escolas da carga horária mínima exigida pela legislação educacional brasileira, de 200 dias letivos e 800 horas anuais de aula. Cada rede de ensino vai precisar decidir como recuperar esse tempo, seja adiando o início do ano letivo de 2027, estendendo o calendário até dezembro ou reorganizando a distribuição de atividades ao longo do ano.
A Fenep, federação que representa escolas particulares, já cobrou que a autonomia das instituições para definir esses ajustes seja respeitada.
Situação parecida já havia ocorrido na Copa do Mundo masculina de 2014, quando o Conselho Nacional de Educação garantiu a cada escola liberdade para montar seu próprio calendário diante da realização do torneio no país.
Impacto econômico estimado passa de R$ 8 bilhões
Sediada pela primeira vez na América do Sul, a Copa do Mundo Feminina de 2027 deve movimentar cerca de R$ 8,8 bilhões na economia brasileira e gerar até 73 mil empregos temporários, segundo estimativas oficiais. O torneio será disputado em oito cidades-sede, com o Brasil garantido na disputa por sediar o Mundial, que reunirá 32 seleções pela segunda vez seguida.








