Bilionário brasileiro Eduardo Saverin, um dos cinco cofundadores do Facebook, passou a integrar o grupo de investidores que comprou uma participação de 38% do Liverpool FC, um dos clubes mais tradicionais da Inglaterra.
O negócio, que havia sido inicialmente divulgado como uma fatia de cerca de 30%, foi fechado por pouco mais de £ 2 bilhões, cerca de R$ 12 bilhões, sem tirar a Fenway Sports Group (FSG) do comando: a gestora americana segue como proprietária majoritária e mantém o controle operacional do clube.
Saverin entra por meio de escritório próprio de investimentos
Saverin participa do consórcio por meio da EE Capital, escritório de investimentos dele e da esposa, Elaine Saverin. O grupo comprador, batizado 1892 Holdings, é liderado pelo empresário britânico-indiano Amit Bhatia, ex-coproprietário do Queens Park Rangers por 18 anos, e reúne ainda investidores ligados à família indiana Mittal e ao fundo K5 Sports, que tem como principal investidor Jeff Bezos, fundador da Amazon.
Bezos participa como investidor passivo, sem assento direto na diretoria; quem ocupa uma cadeira no conselho ampliado do clube, em nome do fundo, é Bryan Baum, cofundador da K5 Global. Bhatia assume a vice-presidência, e Elaine Saverin também passa a integrar o conselho.
A operação avalia o Liverpool em aproximadamente £ 5,5 bilhões, cerca de R$ 33 bilhões, valor que coloca o clube entre os ativos mais valiosos do futebol mundial.
A FSG havia comprado o Liverpool em 2010 por cerca de £ 300 milhões e, desde então, conduziu o clube a 20 títulos ingleses de primeira divisão e à conquista da Liga dos Campeões de 2019.
Consórcio tem opção de assumir controle no futuro
Apesar de ser, por ora, uma participação minoritária, o acordo prevê que o consórcio liderado por Bhatia tenha uma opção de compra que poderia permitir a aquisição de uma fatia controladora, caso a FSG decida reduzir sua participação nos próximos 12 meses.
A gestora americana afirmou que a operação não faz parte de uma estratégia de saída do clube e que não está obrigada a vender novas ações no futuro.
Mesmo com a chegada de acionistas bilionários, o Liverpool segue submetido às regras financeiras da Premier League, que limitam os gastos dos clubes a uma parcela das receitas ligadas ao futebol, o que restringe qualquer expectativa de investimento imediato e sem limites no elenco.








