A consultoria Accenture estima que agentes de inteligência artificial serão responsáveis por 30% do comércio online global até 2030, transformando a forma como consumidores descobrem e compram produtos.
O crescimento do chamado Comércio Agêntico ainda está nos estágios iniciais, mas a aceleração é real.
Plataformas como ChatGPT e Gemini já somam aproximadamente 1 bilhão de usuários ativos por semana cada, e cerca de 20% das consultas nesses modelos de linguagem carregam intenção comercial explícita.
A migração começou pela descoberta de produtos.
Estudo projeta que inteligência artificial será responsável por um terço do mercado online
O tráfego que chega aos sites a partir de consultas em modelos de linguagem converte em taxas até 50% maiores do que o tráfego de busca orgânica tradicional.
Essa mudança força varejistas e plataformas a repensar como devem testar e operar sem reconstruir toda a infraestrutura tecnológica.
No Brasil, a adoção do Comércio Agêntico enfrenta desafios específicos.
O Pix responde por 42% do comércio online, enquanto os cartões representam 40%, o que exige integrar os dois métodos de pagamento aos checkouts com agentes de IA.
O estágio mais maduro hoje não é a autonomia total, é o que especialistas chamam de “human-in-the-loop”, quando a inteligência artificial participa da descoberta e da jornada de compra, mas a pessoa ainda clica para confirmar.
Pesquisa realizada pela Accenture com aproximadamente 26 mil pessoas em 16 países revelou que entre 74% e 75% dos respondentes confiavam mais em um agente de inteligência artificial para apoiar uma compra do que em um melhor amigo.
Porém, apenas cerca de 9% aceitariam uma compra totalmente autônoma, o que mostra uma lacuna clara entre o hype de autonomia total e o que consumidores realmente fazem.
Onde o Comércio Agêntico já funciona na prática
Os fluxos assistidos dominam a operação real hoje. Cerca de 74% delegariam tarefas rotineiras, como comparação de preços ou resolução de conflitos, a agentes de inteligência artificial.
Empresas do setor já observam aceleração nessa adoção, especialmente na descoberta e em casos em que o humano permanece no loop.
A diferença entre expectativa e execução importa porque separa o que o mercado fala, que seria a autonomia total, daquilo que efetivamente opera nos sites e plataformas.
Conforme a inteligência artificial amadurece nessas tarefas assistidas, varejistas aprendem a integrar agentes nos fluxos sem reconstruir toda a pilha tecnológica.
A estimativa de 30% até 2030 ganha credibilidade nesse contexto porque a infraestrutura e os padrões de uso já começam a se estruturar hoje.








