O presidente do Corinthians, Osmar Stábile, revelou ter recebido ameaças durante o processo de renovação de contrato com o atacante holandês Memphis Depay. Segundo o dirigente, criminosos vazaram dados pessoais dele e de familiares nas redes sociais durante o período de maior pressão pela permanência do jogador.
Contas bancárias da família foram alvo de invasões
Segundo Stábile, os telefones dele, das filhas e da esposa foram divulgados publicamente, e as contas bancárias da família chegaram a sofrer tentativas de invasão.
Ele relatou ainda que pessoas passaram a enviar mensagens de intimidação por WhatsApp diretamente a familiares, incluindo imagens mostrando armas. “Teve gente mostrando faca, gente mostrando revólver”, disse o dirigente, que classificou o episódio como algo que “ninguém merece” passar.
Antes da definição pela permanência do atacante, Stábile também enfrentou protestos em frente à própria casa, em São Paulo. Torcedores ligados ao coletivo Pixadores da Fiel colocaram faixas pedindo a saída do dirigente e defendendo intervenção judicial no clube, com uma das mensagens declarando que “acabou a paz” no Corinthians.
O episódio se soma a um histórico recente de desgaste entre a diretoria e torcedores organizados, em meio às sucessivas idas e vindas da negociação com o atacante holandês ao longo dos últimos meses.
Conselho aprovou renovação após reunião no Parque São Jorge
A situação mudou na noite de segunda-feira (17), quando conselheiros do Corinthians se reuniram no Parque São Jorge e deram aval para a renovação do contrato de Memphis por mais duas temporadas. Logo depois, Stábile confirmou que pretendia assinar o novo vínculo, formalizado no dia seguinte.
O presidente voltou a defender a cautela adotada nas negociações e disse ter priorizado a capacidade financeira do clube antes de aceitar os termos do acordo. “A questão financeira era a mais importante”, afirmou, acrescentando que pensou nas próximas gestões do clube, não apenas na sua própria permanência no cargo.
O Corinthians atravessa um momento financeiro delicado, com três transfer bans ativos, endividamento superior a R$ 2,7 bilhões e inquéritos conduzidos pelo Ministério Público.








