Com uma dívida acumulada de R$ 17,3 bilhões, a Casas Bahia recorreu à Justiça de São Paulo para pedir recuperação judicial.
A companhia já vinha em processo de reestruturação havia três anos, e chegou a buscar uma recuperação extrajudicial em 2024, sem conseguir resolver a situação.
Entre os valores em aberto, R$ 183 milhões são referentes a débitos com a Apple.
Apple é um dos credores de gigante varejista que entrou com pedido de recuperação judicial
Os credores dividem-se em três categorias principais.
Os quirografários, com créditos sem garantia real, somam R$ 16,414 bilhões e representam a maior parte da dívida.
Entre os fornecedores, a Samsung é a principal credora, com R$ 937,6 milhões.
A Electrolux (R$ 700,1 milhões) e a LG Electronics (R$ 623,7 milhões) também estão entre as maiores credora
A ação tramita na vara paulistana dedicada a casos de falência e recuperação judicial, após aprovação do Conselho de Administração e do acionista controlador da empresa.
A dívida total ultrapassa R$ 27,8 bilhões quando inclusos os créditos extraconcursais.
Boa parte desse montante extraconcursal, que soma R$ 10,99 bilhões, pertence a bancos que detêm garantias como cartões a receber e contratos de arrendamento mercantil.
As dívidas tributárias também compõem parte significativa: R$ 1,05 bilhão em ICMS aberto e R$ 880,2 milhões em parcelamentos estaduais.
Todas são extraconcursais e ficam fora do plano de recuperação.
Situação operacional e perspectivas
A companhia diz que continuará operando normalmente durante o processo, em lojas físicas e canais digitais, sem mudanças significativas para o consumidor.
A recuperação extrajudicial de 2024 havia alongado parte da dívida financeira, mas mostrou-se insuficiente para estabilizar a situação.
O pedido de recuperação judicial envolve a própria Casas Bahia e outras nove empresas do grupo.








