O ator e cantor Fiuk, de 35 anos, revelou enfrentar uma crise financeira depois de investir na produção de um filme brasileiro sobre drift, modalidade de pilotagem em que o motorista provoca derrapagens controladas.
O projeto, batizado de “Descontrole”, prometia reproduzir no Brasil a adrenalina da franquia hollywoodiana “Velozes e Furiosos”, mas nunca chegou a ser lançado.
Segundo o ex-BBB, a ideia do longa partiu dele próprio, com orçamento estimado em mais de R$ 20 milhões e a expectativa de contar com profissionais que já haviam trabalhado na franquia americana.
As filmagens chegaram a começar em novembro de 2024, em Balneário Camboriú, Santa Catarina, com Fiuk no papel de Dori, um piloto de drift com “passado enigmático”. Somente a sequência inicial, gravada no Píer da Barra Norte, previa mais de R$ 700 mil em investimento, com mais de 50 carros, um helicóptero e cerca de 100 pessoas envolvidas.
Diretor nega continuidade do projeto original
Ao g1, o diretor André Luís, à frente da produtora Owner Entertainment e que já havia trabalhado com Fiuk no filme “Tração” (2023), afirmou que o projeto “Descontrole” foi encerrado há mais de um ano e disse nem lembrar mais do assunto. Segundo ele, a produtora está finalizando, agora, um novo filme de ação com carros, batizado “Asfalto”, sem relação direta com o projeto anterior.
Fiuk contesta essa versão. Para o ator, “Asfalto” é uma continuação disfarçada de “Descontrole”: ele afirma que o perfil no Instagram criado para divulgar seu filme teve o nome alterado para o novo título, e que a produção teria seguido sem sua participação depois que um patrocinador demonstrou interesse em estrelar o projeto, mudando toda a configuração original.
Sem contrato formal, artista planeja novo projeto
Fiuk relata ter deixado a produção sem contrato formal assinado, o que dificulta a cobrança dos valores investidos. Em declaração, afirmou estar disposto a se desfazer de bens pessoais para lidar com a situação: “Vou vender o que precisar. Guitarra, carro”.
Apesar do prejuízo, o artista já anunciou um novo projeto no audiovisual, batizado “Espírito Máquina”, que promete uma estrutura jurídica mais transparente para preservar sua autoria e participação na produção.








