O SBT não pretende retomar, por enquanto, a produção própria de novelas e redirecionou seus investimentos para as transmissões esportivas ao vivo, priorizando o futebol como estratégia de negócio.
A avaliação interna indicou que produzir novelas nacionais exige investimento elevado sem gerar retorno publicitário suficiente para justificar os custos.
A última série infantil da emissora, A Caverna Encantada, terminou em 2024.
O canal também considera parcerias com outras empresas, mas as negociações não avançaram até o momento.
Novelas mexicanas seguem na grade
A informação foi divulgada pela coluna F5, da Folha de São Paulo, que também revelou que, apesar da decisão, o segmento de novelas não desaparece por completo da programação.
Produções mexicanas inéditas continuam entrando na grade por meio do contrato com a Televisa, vigente até 2028.
O acordo mantém esse conteúdo na programação sem exigir gastos com produção nacional.
O canal trabalha para fortalecer o departamento de esportes e eventos ao vivo.
Segundo avaliação do SBT, partidas ao vivo podem elevar a audiência em até 25% no horário nobre e gerar resultados comerciais positivos. Essa combinação justifica a aposta estratégica.
Com a Copa Sul-Americana chegando ao fim em dezembro, a equipe de programação trabalha para expandir seus direitos de transmissão.
Os planos incluem tentar manter a Champions League até 2031 e adquirir um pacote da Copa do Brasil.
Negociações com Warner e CBF
O SBT já apresentou à Warner uma proposta para manter o sublicenciamento da Champions League até 2031 e se reuniu recentemente com a empresa.
Há otimismo no canal em relação à continuidade da parceria.
Para a Copa do Brasil, as tratativas envolvem um pacote secundário de televisão aberta, não a exclusividade do torneio.
A proposta apresentada à CBF gira em torno de R$ 150 milhões, mas a negociação ainda não foi definida, porque a entidade mantém conversas com outras empresas interessadas nos direitos.
Além do SBT, ESPN e Amazon também enviaram propostas formais à CBF pela Copa do Brasil.
A CBF espera arrecadar R$ 1 bilhão com o novo contrato, o que demonstra o valor crescente dos direitos de transmissão do futebol nacional.
A aposta em eventos esportivos ao vivo passa a concentrar boa parte da estratégia comercial das emissoras para os próximos anos.








