A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta semana o primeiro medicamento genérico à base de semaglutida do país, fabricado pelo laboratório EMS. A medida histórica, publicada no Diário Oficial da União (DOU), promete reduzir os custos do tratamento para diabetes tipo 2 e obesidade em pelo menos 35%.
Além do genérico da EMS, a agência reguladora concedeu registro a um medicamento similar produzido pela Germed, braço do mesmo grupo farmacêutico, que será comercializado sob o nome comercial Semaclique. As duas novas opções ampliam a concorrência em um mercado até então dominado por marcas de alto custo.
Fim da exclusividade
A aprovação marca o fim da exclusividade de mercado das grandes farmacêuticas internacionais para as canetas emagrecedoras. O registro do genérico foi concedido à EMS, que já comercializava o Ozivy, medicamento de referência escolhido pela própria Anvisa em julho como parâmetro de qualidade e eficácia.
Diferentemente do Ozivy, que possui marca própria, o novo genérico da EMS não terá nome comercial, sendo identificado apenas pelo princípio ativo, que é a semaglutida, e pelo nome do laboratório, conforme exige a legislação brasileira para esta categoria.
O produto utiliza semaglutida sintética e está disponível em apresentações de canetas injetáveis com concentrações de 1,34 mg/mL.
Simultaneamente, a Germed obteve aprovação para o Semaclique, classificado como medicamento similar. Embora contenha o mesmo princípio ativo e possua eficácia comprovada, o similar se diferencia por manter um nome comercial próprio e características de embalagem distintas.
Impacto econômico
A entrada do genérico no mercado brasileiro deve provocar uma queda significativa nos preços, oferecendo alívio tanto ao bolso dos pacientes quanto aos cofres públicos. Pela regra vigente, o preço de lançamento do genérico deve ser obrigatoriamente pelo menos 35% menor que o do medicamento de referência, que é o Ozivy.
Estimativas indicam que, enquanto o Ozivy é comercializado a partir de R$ 452, o novo genérico poderá chegar às farmácias por valores próximos a R$ 293. Já o similar Semaclique, embora não tenha o teto de preço fixado pela mesma regra dos genéricos, deve adotar valores competitivos para disputar mercado.








