Mais de 1,5 milhão de dúzias de ovos, o equivalente a 1.589.577, tiveram seu recolhimento elevado pela FDA ao patamar mais grave de risco, atingindo consumidores em seis Estados americanos.
Essa é a categoria usada pelo órgão quando existe chance concreta de o item causar dano sério ou até fatal a quem o ingerir, já que os lotes podem carregar a bactéria Salmonella enteritidis.
Os ovos, tanto brancos quanto marrons, saíram de granjas texanas que não utilizam sistema de gaiolas, com produção concentrada entre 6 de junho e 3 de julho.
As validades vão de 20 de julho a 17 de agosto de 2026, período em que os lotes ainda podem estar em prateleiras ou dentro de casa.
Distribuição atinge diversos Estados dos EUA
Redes como Kroger e Brookshire Grocery distribuíram os produtos no Texas, na Louisiana, em Oklahoma, no Arkansas, no Novo México e no Mississippi.
Pequenos estabelecimentos comerciais também receberam parte do lote, além da venda a granel para restaurantes e serviços de alimentação.
Marcas como Kroger, Simple Truth, Brookshire’s, Country Morning e Sunups estampam as embalagens envolvidas no recall.
A FDA afirma que o recolhimento de 22 de julho não significa necessariamente uma ampliação, mas apenas reflete sua avaliação de risco.
Investigação aponta origem do surto
O surto ligado a esse recolhimento já infectou 98 pessoas em 17 Estados americanos.
Até a atualização mais recente da FDA, 26 haviam sido hospitalizadas. Nenhuma morte havia sido confirmada até o momento da divulgação.
A Midwest Poultry Services identificou amostras positivas para salmonela em suas fazendas no Texas.
Um laboratório contratado pela empresa fez o sequenciamento genético do material e constatou que parte das amostras coincide com a cepa responsável pelo surto.
A bactéria costuma provocar diarreia, febre, vômitos, náusea e cólicas abdominais, com sintomas que aparecem entre seis horas e seis dias após a ingestão.
Casos mais graves podem levar à desidratação grave e a outras complicações e exigir atendimento médico.
Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) seguem ao lado da FDA na apuração da origem exata da contaminação.
Quem já tem esses ovos em casa ou no estoque, seja consumidor, restaurante ou comerciante, deve descartar a venda, o preparo e o consumo dos produtos.








