A Meta começou a testar no WhatsApp uma ferramenta batizada de “Alerta de Golpe”, que usa inteligência artificial instalada diretamente no celular para identificar mensagens suspeitas enviadas por números fora da lista de contatos do usuário.
O recurso foi anunciado pela empresa em comunicado no blog de engenharia nesta quarta-feira (12).
A tecnologia analisa a estrutura da conversa e os padrões do texto sem enviar o conteúdo das mensagens aos servidores do WhatsApp ou da Meta, o que preserva a criptografia de ponta a ponta do aplicativo.
Quando o sistema identifica indícios de fraude, um aviso aparece apenas para quem recebeu a mensagem suspeita; a pessoa do outro lado da conversa não vê o alerta.
Recurso ainda não chegou ao Brasil
A partir do aviso, o usuário pode escolher entre bloquear o contato, denunciar a conversa ou marcar o chat como confiável, opção que desativa novos alertas para aquele número específico.
A função é opcional e pode ser desligada por quem não quiser recebê-la. Procurada pelo UOL, a Meta confirmou que o “Alerta de Golpe” ainda não está disponível no Brasil, restrito por enquanto a um grupo limitado de participantes do programa beta em outros países.
O WhatsApp é hoje um dos principais canais usados por golpistas no país e no mundo: pesquisa da Febraban de 2025 mostra que 34% dos brasileiros já receberam contato de alguém que se passava por um conhecido pelo aplicativo.
Nos Estados Unidos, a Comissão Federal do Comércio (FTC) estima perdas de US$ 725 milhões em golpes aplicados pelo WhatsApp só em 2025, o que reforça a pressão sobre a Meta para reagir com novas camadas de proteção.
Em nota, a empresa afirmou que as táticas usadas por golpistas seguem em constante mudança, da falsificação de identidade à engenharia social e a iscas geradas por inteligência artificial, e que suas defesas precisam acompanhar esse ritmo sem comprometer a criptografia de ponta a ponta das mensagens pessoais dos usuários.








