O Vaticano confirmou, na última quarta-feira (5), que o papa Leão XIV fará uma viagem apostólica à América do Sul entre os dias 6 e 17 de novembro, com passagens por Uruguai, Argentina e Peru.
O Brasil, que também havia enviado convite oficial à Santa Sé, ficou de fora do roteiro anunciado, assim como o México, outro país que havia manifestado interesse em receber o pontífice nesta passagem pela região.
Segundo Matteo Bruni, diretor da Sala de Imprensa do Vaticano, a viagem atende a convites feitos pelos chefes de Estado e pelas autoridades eclesiásticas dos países visitados.
O Vaticano não detalhou publicamente por que o convite brasileiro, formalizado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em outubro do ano passado durante encontro no Vaticano ligado à COP30, realizada em Belém, não entrou no roteiro desta vez, nem informou se há previsão de uma visita futura ao país.
Argentina não recebe um papa desde 1987
A passagem pela Argentina tem peso simbólico: o país não recebe a visita de um papa desde 1987, quando esteve lá João Paulo II, e nem mesmo o argentino Francisco, antecessor de Leão XIV, retornou à terra natal durante seu pontificado, apesar de ter nascido em Buenos Aires.
O roteiro começa no Uruguai, entre os dias 6 e 8, segue para a Argentina até o dia 11, com passagens por Buenos Aires, Córdoba e Luján, e termina no Peru, onde o atual papa já atuou como missionário e foi bispo de Chiclayo entre 2015 e 2023.
Sexta viagem internacional do pontificado
Nascido em Chicago, nos Estados Unidos, o papa Leão XIV, batizado Robert Francis Prevost, viveu por anos no Peru como missionário antes de assumir funções no Vaticano, onde também se tornou cardeal da Cúria Romana e, em janeiro de 2023, prefeito do Dicastério para os Bispos.
A viagem de novembro será a sexta viagem internacional dele desde o início do pontificado.








