A Electronic Arts (EA), controladora de estúdios como a BioWare e a marca EA Sports, pode fechar ou vender a divisão responsável por franquias como Mass Effect e Dragon Age depois de ser comprada por um consórcio liderado pelo fundo soberano saudita PIF (Public Investment Fund).
A informação foi revelada pelo jornalista Mike Straw, do site especializado Insider Gaming, em publicações na rede social BlueSky.
Segundo Straw, a EA deve promover demissões em massa nos próximos 6 a 12 meses e avalia fechar ou vender estúdios inteiros, com os direitos sobre suas propriedades intelectuais incluídos na negociação.
Questionado diretamente se a venda da BioWare voltaria a ser considerada pela empresa, o jornalista respondeu de forma direta: “100%”.
Aquisição deixou a EA endividada em bilhões
A compra da EA por um consórcio liderado pelo PIF, com participação da Silver Lake e da Affinity Partners, foi concluída neste mês por US$ 55 bilhões, ao preço de US$ 210 por ação, e tirou a empresa da bolsa de valores.
A operação, financiada em grande parte por dívida, deixou a empresa com um passivo estimado em até US$ 20 bilhões, e a diretoria já anunciou um plano de corte de US$ 700 milhões em despesas anuais para lidar com o rombo.
BioWare já quase foi vendida em 2025
A possível venda da BioWare não é um cenário totalmente novo: em 2025, a EA já havia tentado se desfazer do estúdio depois do fraco desempenho comercial de “Dragon Age: The Veilguard”, mas as negociações da época não avançaram, e a companhia optou por seguir com o desenvolvimento de “Mass Effect 5”, atualmente em produção no estúdio.
Agora, sob controle privado e pressionada pela dívida, a EA pode retomar essa possibilidade, em um movimento semelhante ao que a Microsoft já fez com outros estúdios, como a Arkane e a Compulsion Games.








