A novela entre a FIFA e o futebol mundial ganha mais um capítulo, em comunicado divulgado nesta quinta-feira (6), o Conselho da Conmebol pediu “responsabilidade institucional” e respeito aos mecanismos de governança da Fifa, e afirmou que não vai apoiar nenhuma ação que se afaste desses mecanismos na eleição presidencial de março.
O texto funciona como um apoio tácito ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, na contramão da postura da Uefa, principal voz a favor da saída do dirigente.
A manifestação da Conmebol celebra a decisão da Fifa de retirar a proposta da Fifa Forward Enterprise (FFE), projeto que previa vender participação da Copa do Mundo a investidores privados e que provocou a atual crise na entidade.
Sem citar Infantino diretamente, a nota destaca que o futebol deve vir em primeiro lugar e lamenta que o debate público sobre o esporte tenha migrado do próprio Mundial de 2026 para questões de governança interna.
Sul-americanos já haviam apoiado reeleição
A posição reforça um apoio que a Conmebol já havia formalizado em abril, quando declarou respaldo à candidatura de Infantino a um quarto mandato à frente da Fifa, no ciclo de 2027 a 2031.
Isso ocorreu meses antes de o dirigente ser obrigado a recuar do plano de venda de participações, na semana passada, depois de oposição unânime da Uefa e resistência de outras confederações, entre elas a AFC (Confederação Asiática) e a Concacaf.
Marrocos, Espanha e Portugal preparam a Copa de 2030
A relação próxima entre a Conmebol e a Fifa também passa pela Copa do Mundo de 2030: embora o torneio seja sediado principalmente por Espanha, Portugal e Marrocos, Infantino articulou para que Argentina, Paraguai e Uruguai recebam uma partida cada um, em comemoração ao centenário da primeira Copa, disputada em Montevidéu em 1930.
A entidade sul-americana também promove uma proposta para que, excepcionalmente, 64 seleções disputem a próxima edição do torneio, dobro do número atual de participantes.








