Em meio à pior crise política de sua gestão à frente da Fifa, o presidente Gianni Infantino teria oferecido ao Marrocos a sede da final da Copa do Mundo de 2030 em troca de apoio político à sua permanência no cargo, segundo reportagem publicada pela imprensa britânica nesta quarta-feira (5). A Fifa nega ter fechado qualquer acordo nesse sentido.
De acordo com a publicação, a decisão levaria a partida decisiva do torneio ao futuro Estádio Hassan II, em Casablanca, ainda em construção e projetado para receber cerca de 115 mil espectadores, o que o tornaria o maior estádio do mundo.
A escolha tiraria a preferência das candidaturas de Madri, com o Santiago Bernabéu, e Barcelona, com o Camp Nou, apontadas até então como favoritas para sediar a decisão.
Reunião de emergência marcou o dia
Infantino passou os últimos dias no Marrocos, país que se tornou um de seus principais aliados políticos, e realizou nesta quarta-feira uma reunião de emergência com dirigentes da Fifa em meio ao crescente apelo por sua renúncia.
Depois do encontro, a entidade divulgou nota em que afirma não ser intenção de Infantino deixar o Conselho da Fifa nem excluir as federações do processo de decisão. A Real Federação Marroquina de Futebol reafirmou publicamente seu apoio ao dirigente suíço nos últimos dias.
Crise começou com plano de vender ativos
O dirigente perdeu parte do apoio que mantinha entre federações e confederações depois de apresentar um projeto para vender 20% dos ativos comerciais da Copa do Mundo a investidores privados, ideia abandonada após forte resistência, sobretudo da Uefa. A eleição para a presidência da Fifa está marcada para 18 de março de 2027, em Rabat, capital marroquina, mesma cidade que sediará o Congresso da entidade.
Até o momento, a Fifa não confirmou oficialmente qual país receberá a decisão do Mundial de 2030, que será organizado em conjunto por Marrocos, Espanha e Portugal.








