Em um movimento sem precedentes na história do futebol, a Copa do Mundo corre o risco de deixar de ser organizada pela FIFA. A medida é uma resposta direta ao pedido formal de diversas confederações continentais, lideradas pela UEFA, que ameaçam criar um torneio mundial independente caso a entidade máxima do futebol não recue em suas recentes decisões controversas.
A crise escalou nas últimas semanas após a FIFA, sob o comando do presidente Gianni Infantino, insistir em mudanças no formato e na distribuição de receitas das competições internacionais.
Jornais europeus confirmam que a UEFA estuda ativamente a viabilidade de um “Mundial de Seleções” sem o aval da FIFA, um projeto que ganharia o apoio imediato da CONCACAF (América do Norte, Central e Caribe) e da AFC (Ásia).
Aliança contra Infantino
Fontes internas revelam que representantes da UEFA, CONCACAF e AFC já se reuniram em caráter de urgência para discutir a criação de uma estrutura competitiva paralela. O objetivo é aumentar a pressão sobre Gianni Infantino e o comitê executivo da FIFA.
A proposta em discussão prevê um torneio com as principais seleções do mundo, gerido diretamente pelas confederações, o que eliminaria a necessidade de intermediação da FIFA e permitiria uma divisão de receitas mais favorável aos participantes.
“A paciência acabou. Se a FIFA continuar a ignorar os interesses das confederações e das seleções, não teremos outra opção a não ser seguir nosso próprio caminho”, declarou um alto funcionário europeu.
Futuro incerto
De acordo com analistas, caso a dissidência se concretize, o cenário para o futebol internacional seria fragmentado. De um lado, um “Mundial FIFA” possivelmente desvalorizado sem a presença das maiores potências do esporte; de outro, um torneio de elite organizado pelas próprias confederações, com maior poder de negociação comercial.
A FIFA agora tem até o próximo congresso para apresentar uma proposta de conciliação que atenda às demandas das confederações rebeladas.







