O senador Romário (PL-RJ), ex-atacante e campeão mundial pela Seleção Brasileira em 1994, entrou com recurso contra a decisão que bloqueou pagamentos que ele tem a receber da CazéTV, emissora onde atua como comentarista na cobertura da Copa do Mundo de 2026. A medida busca garantir o pagamento de uma dívida de R$ 32,4 milhões que o ex-jogador acumula desde 2001.
Decisão também exige contratos da CazéTV
A decisão de primeira instância determinou ainda que a CazéTV apresente à Justiça a íntegra dos contratos firmados com Romário, além de propostas, notas fiscais, recibos e comprovantes de pagamento, tudo para comprovar o pagamento ao senador, que renunciou seu salário como político para estar na copa.
A ordem também alcança valores recebidos por meio da empresa Romário Sports Marketing ou repassados a terceiros indicados pelo senador, como direitos de imagem, publicidade e consultoria.
Origem da dívida remonta a 2001
A cobrança é resultado de uma ação movida pela Koncretize Projetos e Obras Ltda., contratada por Romário para administrar o estacionamento do Café Onze, bar do qual o ex-jogador era sócio. Depois que o estabelecimento fechou, em 2011, o contrato foi rescindido e teve início uma disputa sobre a retirada dos elevadores de veículos usados no local.
Romário chegou a assinar um termo de confissão de dívida de cerca de R$ 1,5 milhão para encerrar o caso, mas a empresa alega que o compromisso não foi cumprido, e o valor cresceu com juros e correção monetária até chegar aos R$ 32,4 milhões cobrados hoje.
Não é a primeira penhora contra o ex-jogador
Por causa da mesma dívida, a Justiça já havia determinado a penhora de um imóvel, uma lancha e um Porsche de Romário, além de restrições sobre um Audi e um Peugeot ligados a ele. Durante a Copa do Mundo, o senador decidiu devolver parte do salário correspondente aos dias em que esteve nos Estados Unidos a trabalho na CazéTV.








