Com o objetivo de reestruturar o futebol uruguaio após uma campanha desastrosa na Copa do Mundo, a Associação Uruguaia de Futebol (AUF) anunciou oficialmente que Diego Forlán será o novo treinador interino da seleção principal. O ídolo de 47 anos, campeão mundial em 2010, acumulará a função com o comando da seleção sub-20.
Nomeação de emergência
A confirmação foi feita pelo presidente da AUF, Ignacio Alonso, que destacou o entusiasmo de Forlán em assumir o desafio. O acordo temporário foi desenhado para cobrir as janelas de jogos das Eliminatórias para a Copa de 2030 em setembro, outubro e novembro de 2026, além dos amistosos de março do ano seguinte.
De acordo com fontes internas da AUF, a medida visa estabilizar o vestiário enquanto a federação se prepara para eleições internas no final deste ano, que definirão o projeto de longo prazo.
Forlán, que já havia demonstrado interesse em assumir a seleção anteriormente, retorna ao futebol de alto rendimento após passagens curtas como técnico no Peñarol e no Atenas.
Fim do ciclo com Bielsa
A chegada de Forlán sucede a saída imediata de Marcelo Bielsa, que renunciou ao cargo logo após a eliminação na fase de grupos da Copa de 2026. Em coletiva emocionada, o técnico argentino assumiu total responsabilidade pelo fracasso, afirmando que “não deixou nada” para o futebol uruguaio devido à falta de resultados positivos.
A gestão de Bielsa terminou em meio a graves conflitos internos. Relatos de bastidores apontam para um racha entre o treinador e líderes do elenco, incluindo Federico Valverde e Rodrigo Bentancur, que questionavam a intensidade dos treinos e a estratégia tática.
A tensão culminou em episódios públicos durante o mundial, como a substituição polêmica de Valverde, que se recusou a cumprimentar o técnico ao sair de campo.
Contratação após eliminação
Pela primeira vez desde 2002, a seleção foi eliminada ainda na primeira fase de uma Copa do Mundo. No Grupo H, a equipe terminou em terceiro lugar, atrás da Espanha e da estreante Cabo Verde, somando apenas dois pontos em três jogos.
A eliminação para Cabo Verde, na época a menor nação em população a passar de fase em sua estreia, foi o ponto crítico que selou o destino da comissão técnica. A AUF decidiu não renovar o contrato de Bielsa, que expirava naturalmente ao fim do torneio, e optou por uma solução interna com a “cara do clube”.








