Uma avaliação preliminar da MetSul Meteorologia aponta que o tornado que atingiu diversos municípios no Rio Grande do Sul pode ter chegado a ventos de 300 km/h, o que coloca o fenômeno no limite superior do F3 na Escala Fujita, o sistema de escalação que avalia a força e o poder destrutivo dos tornados. No caso, o nível F3 é uma tempestade “severa”.
A estimativa de velocidade, que varia tecnicamente entre 254 km/h e 332 km/h, baseia-se na análise dos danos catastróficos observados, como o colapso total de residências de alvenaria e a remoção de árvores de grande porte.
No entanto, a Defesa Civil do Rio Grande do Sul ressalta que a classificação oficial ainda não foi confirmada, aguardando uma vistoria técnica detalhada no local para certificar a intensidade exata do vendaval.
Rastro de destruição
O fenômeno, gerado por uma supercélula, deixou um cenário descrito por autoridades como de “guerra”. O balanço mais recente aponta para quatro feridos, número consolidado após revisões que descartaram relatos iniciais de até sete vítimas. Destes, apenas um permanece internado, enquanto os demais foram liberados ou estão com saúde estável.
Vale destacar também que os danos materiais foram severos e concentrados em faixas estreitas de destruição. O município de Senador Salgado Filho registrou o maior impacto, com casas totalmente destruídas, dezenas de imóveis danificados e famílias desalojadas.
Giruá, outro município afetado, teve incidentes como as comunidades rurais Rincão dos Coimbras e Amaral, que tiveram residências e galpões arrasados, além de queda generalizada de árvores e postes.
Problemas na resposta
Apesar da gravidade, analistas apontam que o tornado não foi identificado em tempo real pelo sistema de monitoramento da Defesa Civil. O alerta laranja emitido às 17h14 indicava tempestades severas, mas o radar de Chapecó, em Santa Catarina, localizado a cerca de 200 km do local, não conseguiu detectar a rotação próxima à superfície, com o feixe do radar passando a mais de 4,5 km de altura sobre a tempestade.
Equipes de emergência, incluindo Bombeiros e Defesa Civil, foram mobilizadas imediatamente para desobstruir estradas, remover escombros e assistir às famílias afetadas. O governo do estado deve decretar situação de emergência nos municípios atingidos para liberar recursos federais de reconstrução.







