Apple ultrapassou brevemente, nesta terça-feira (28), a marca de US$ 5 trilhões em valor de mercado, tornando-se a segunda empresa da história a atingir esse patamar, atrás apenas da Nvidia.
No pico do pregão, as ações da companhia chegaram a US$ 342,89, levando a capitalização de mercado a US$ 5,036 trilhões, antes de recuar para cerca de US$ 4,99 trilhões.
Um dia antes de bater essa marca histórica, a Apple já havia ultrapassado a própria Nvidia e retomado o posto de empresa de capital aberto mais valiosa do mundo, título que a fabricante de chips ocupava desde junho de 2025.
A Nvidia foi a primeira companhia a cruzar a barreira dos US$ 5 trilhões, ao fechar o pregão de 14 de maio com valor de mercado recorde de US$ 5,7 trilhões, mas perdeu cerca de US$ 1 trilhão em valor desde então.
Ficar fora da corrida por gastos com IA ajudou a Apple
As ações da Apple acumulam alta de 24% a 25% em 2026, superando o desempenho das outras seis empresas do grupo conhecido como “Sete Magníficas” da bolsa americana.
Parte da valorização reflete uma mudança de humor entre investidores: cresce a preocupação de que empresas mais agressivas em investimentos de inteligência artificial estejam acumulando dívidas elevadas e comprometendo o fluxo de caixa, sem uma perspectiva clara de retorno financeiro proporcional.
A Apple, que no ano passado ficou para trás na corrida da IA ao conter investimentos no setor e atrasar o lançamento de uma nova versão da Siri, agora colhe os frutos dessa cautela.
Balanço trimestral sai nesta semana
A companhia deve divulgar os resultados do terceiro trimestre fiscal na quinta-feira (30), após o fechamento do mercado, com analistas prevendo aumento de mais de 15% na receita.
A nova versão da assistente virtual Siri, reformulada, está prevista para ser lançada neste outono nos Estados Unidos, junto com a nova geração do iPhone, movimento que o mercado vê como o próximo teste real da estratégia de IA mais cautelosa adotada pela empresa.








