Paolo Maldini e Leonardo deixaram seus cargos na Federação Italiana de Futebol (FIGC) nesta segunda-feira (27), apenas 16 dias depois de serem anunciados na nova estrutura de gestão da seleção italiana.
A saída ocorreu um dia após a entidade desistir da contratação de Andrea Pirlo para comandar a Azzurra, nome que a dupla defendia havia semanas.
Veto a Pirlo motivou o desligamento
Maldini ocupava o cargo de diretor técnico das seleções, enquanto Leonardo, campeão mundial pelo Brasil em 1994, atuava como consultor da federação.
Segundo informações da Sky Sports e do jornalista Fabrizio Romano, o estopim da crise foi a decisão do presidente da FIGC, Giovanni Malagò, de barrar a contratação de Pirlo em razão dos vínculos comerciais do ex-meia com uma casa de apostas russa, sendo assim, dispensado.
Até o momento, a federação não se pronunciou oficialmente sobre os motivos das saídas.
Dupla já havia sido recusada por outros dois nomes
Antes de chegar a Pirlo, Maldini e Leonardo haviam sondado outros dois treinadores de peso.
Pep Guardiola chegou a se reunir pessoalmente com a dupla para discutir o projeto de reconstrução da seleção, e a federação até se mostrou disposta a abrir uma exceção orçamentária para contratá-lo, mas o espanhol recusou o convite por motivos familiares.
Carlo Ancelotti, técnico da Seleção Brasileira, também foi procurado, porém permaneceu vinculado à CBF.
Mancini ganha força para assumir o cargo
Com a saída de Maldini e Leonardo, a Itália segue sem técnico definido desde a demissão de Gennaro Gattuso, em abril, que deixou o comando após a seleção ficar fora da Copa do Mundo pela terceira edição consecutiva.
Diante do novo cenário, o nome de Roberto Mancini, que já comandou a Azzurra entre 2018 e 2023 e conquistou a Eurocopa de 2020, ganhou força internamente como principal alternativa para reconstruir o projeto esportivo da seleção.








