O Rio Grande do Sul amanheceu nesta terça-feira (28) sob um alerta vermelho de “grande perigo” emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A previsão indica chuvas volumosas superiores a 100 mm em 24 horas, rajadas de vento que podem atingir 100 km/h, queda de granizo e risco confirmado de formação de tornados.
A situação é considerada crítica pela Defesa Civil do Estado, que classifica o cenário como de altíssimo risco para danos materiais e humanos, especialmente devido ao solo já saturado pelas chuvas da semana anterior.
Cenário de tempestade
O alerta, válido até as 23h59 desta terça-feira, aponta para a ocorrência de tempestades severas em praticamente todas as regiões do Estado. As áreas sob maior risco incluem o Oeste, Missões, Campanha, Centro, Sul, Costa Doce, Região Metropolitana de Porto Alegre, Vales, Serra e Litoral.
Segundo meteorologistas da Climatempo, a combinação de fatores atmosféricos, incluindo a passagem de uma frente fria proveniente da Argentina e a atuação de áreas de baixa pressão, favorece a formação de “supercélulas”, estruturas de tempestade capazes de gerar tornados.
“O perigo é maior especialmente no Oeste, nas Missões e no centro do Estado. As bacias dos rios Ibicuí, Santa Maria, Ibirapuitã e Quaraí, além do Jacuí, merecem atenção imediata para o risco de inundações”, alertou o meteorologista Gustavo Verardo.
Risco de inundações
O volume de chuva previsto pressiona diretamente os mananciais gaúchos. A Defesa Civil emitiu alertas de risco muito alto de inundação para os rios Uruguai e Sinos.
No rio Uruguai, municípios como São Borja, Itaqui e Uruguaiana já operam acima da cota de inundação. Em São Borja, o nível do rio chegou a superar em dois metros a marca de alerta, forçando o desalojamento de dezenas de famílias. Outros cursos d’água sob monitoramento constante incluem os rios Quaraí, Ibirapuitã, Santa Maria, Ibicuí e Jacuí.
Orientações da Defesa Civil
Diante do cenário de emergência, a Defesa Civil reforça algumas recomendações para a população. A primeira é que, em caso de ventos fortes ou tempestades, os cidadãos não se abriguem debaixo de árvores e evitem estacionar veículos próximos a torres de transmissão ou placas de publicidade.
O órgão também pede para a população evitar áreas sujeitas a alagamentos. Se a água invadir a residência, o morador deve desligar imediatamente o quadro geral de energia elétrica.
O governo do Estado mantém o Centro de Operações da Defesa Civil (Codec) em monitoramento contínuo para coordenar respostas rápidas em caso de desastres.







