Um levantamento sobre o comportamento das redes sociais durante o torneio mostra que a seleção argentina também viu sua imagem se deteriorar diante de uma audiência global estimada em 1,5 bilhão de espectadores, alternando entre o status de favorita e o de “vilã” do Mundial ao longo de apenas três semanas.
Durante as oitavas e quartas de final, a seleção ainda gozava de reputação praticamente inquestionável, com 2,31 milhões de menções públicas registradas mundialmente.
Nesse momento, o sentimento era amplamente favorável: 1,50 milhão de publicações eram positivas, o equivalente a 64,8% do total, enquanto apenas 15,2% traziam críticas à equipe. Quase metade do apoio, inclusive, vinha de fora do próprio país, o que demonstrava a força internacional da marca argentina.
Controvérsias na semifinal viraram o jogo
O cenário mudou drasticamente perto do duelo, afinal. impulsionada por controvérsias raciais e políticas que ganharam força nas semifinais, a conversa sobre a seleção saltou para 5,70 milhões de menções, e as publicações negativas dispararam para 58,9% do total, superando pela primeira vez o volume de elogios.
Do bloco que ainda defendia o time, mais de 60% já vinha apenas de dentro da Argentina, sinal de que o apoio externo começava a secar. O Brasil, tradicional rival, foi responsável por quase 60% das críticas vindas do exterior.
Derrota na final consolidou imagem negativa
O ápice da crise aconteceu nas primeiras 24 horas após a derrota por 1 a 0: a briga generalizada em campo, a recusa em aplaudir a cerimônia de premiação e a abertura de investigação disciplinar pela Fifa fizeram o volume de menções saltar para 14,06 milhões, das quais 71,9% traziam críticas à seleção.
Fora da América do Sul, a rejeição chegou a 6,45 milhões de menções negativas, impulsionada majoritariamente por publicações em inglês.
Apesar do desgaste coletivo, a figura de Lionel Messi seguiu relativamente blindada: o argentino, que concentrava 47,3% da conversa sobre a seleção no início do torneio, com 81,6% de aprovação, viu sua participação no debate cair para 24,6% após a final, mas manteve saldo positivo de 52,7% contra 20,6% de rejeição, mostrando que o desgaste atingiu mais a equipe como um todo do que o próprio camisa 10.








