A fusão entre Warner Bros. Discovery e Paramount Skydance, avaliada em US$ 110,9 bilhões, não sairá do papel neste ano, afinal, as duas empresas concordaram nesta sexta-feira (24) em adiar a conclusão do negócio até 1º de junho de 2027, ou até cinco dias após uma decisão judicial sobre a ação antitruste que tenta bloquear a fusão.
Ação de 12 estados motivou a suspensão
O acordo estende uma paralisação já imposta no início da semana pela Justiça da Califórnia, que atendeu ao pedido de uma coalizão liderada pelo procurador-geral do estado.
Doze estados norte-americanos argumentam que a união das duas companhias concentraria poder excessivo nos mercados de distribuição cinematográfica e de canais de televisão por assinatura, com Paramount e Warner passando a controlar juntas cerca de 27% do mercado de distribuição de filmes com lançamento amplo nos Estados Unidos.
Por isso, a audiência sobre a injunção preliminar, que estava marcada para 3 de agosto, acabou cancelada.
Multas podem chegar a US$ 1,7 bilhão
Com o adiamento, o negócio segue direto para o julgamento do mérito, e os advogados de ambas as empresas devem propor um novo cronograma até o final de julho.
O atraso, no entanto, tem um custo alto para a Paramount: caso a operação não seja concluída até 30 de setembro, a empresa poderá ter que pagar cerca de US$ 7 milhões por dia em multas aos acionistas da Warner, valor que pode somar até US$ 1,7 bilhão se o negócio se estender até junho de 2027.
Writers Guild também contesta o acordo
Além dos estados, a fusão enfrenta oposição da Writers Guild of America, sindicato que representa roteiristas nos Estados Unidos, sob o argumento de que a concentração do mercado poderia reduzir a demanda por profissionais de roteiro.
A Paramount, por sua vez, sustenta que a união entre as duas companhias é necessária para enfrentar a concorrência de gigantes da tecnologia e do streaming, como Netflix, Amazon e Apple, e argumenta que um atraso prolongado prejudicaria empregados e produtores de uma indústria já em retração.








