Uma ponte parcialmente destruída na Grécia continua sendo atravessada diariamente por motoristas, mesmo com o tráfego oficialmente interditado no local.
A estrutura, batizada Palaiopyrgos, liga as vilas de Palaiopyrgos e Alexandrini, na região de Larissa, e cedeu em setembro de 2023 durante a passagem da tempestade Daniel, que provocou 17 mortes e prejuízos estimados em US$ 2,14 bilhões na região.
Desvio de 30 quilômetros motiva o risco
De acordo com o jornal grego Skai, quem opta por respeitar a interdição precisa fazer um desvio de cerca de 30 quilômetros para chegar ao mesmo destino.
Diante disso, muitos moradores, sobretudo agricultores que precisam atravessar o rio Pineios para chegar às próprias terras, seguem cruzando a ponte mesmo sabendo dos riscos.
“O que devemos fazer? Dar toda a volta? Não há o que fazer. Brincamos com a morte todos os dias”, relatou um morador local ao veículo grego.
Obra de reconstrução ainda não começou
Embora um contrato para a construção de uma nova ponte já tenha sido firmado, as obras seguem sem previsão de início.
Yiannis Beritzas, prefeito da vila de Palaiopyrgos, destacou que a rota direta para a cidade de Kissavos foi interrompida com o colapso da estrutura, o que obriga moradores a optarem entre o longo desvio ou o risco da travessia.
O presidente da Cooperativa Agrícola de Palaiopyrgos, Thanos Hatzizogidis, reforçou o alerta: segundo ele, veículos grandes e carregados continuam passando pelo local, mesmo sem a sinalização de trânsito necessária.
Políticos cobram ação urgente do governo local
Diante da repercussão do caso, políticos da região vêm pressionando o governo local a agir com urgência.
A preocupação vai além do risco imediato aos motoristas: autoridades temem que a deterioração contínua da estrutura possa bloquear o fluxo natural do rio e provocar inundações na vila, caso nenhuma intervenção seja feita antes que a situação se agrave ainda mais.








