O Google intensificou hoje a competição no setor de inteligência artificial com o lançamento do Gemini 3.6 Flash, um modelo focado em reduzir custos operacionais, e do Gemini 3.5 Flash Cyber, uma ferramenta restrita de cibersegurança.
Além disso, a empresa confirmou que o aguardado Gemini 4 já está em fase de pré-treinamento, mas ainda está sem previsão de lançamento.
Maior eficiência dos modelos
O novo Gemini 3.6 Flash foi desenhado para otimizar tarefas de engenharia e fluxos de trabalho autônomos usando agentes de IA. Segundo a empresa, o modelo reduz o uso de tokens de saída em 17% em comparação à versão anterior, resultando em uma queda de até 65% nos custos para algumas aplicações técnicas.
Com preço de US$ 1,50 (cerca de R$ 7) por milhão de tokens de entrada, a atualização visa tornar a IA generativa mais acessível para adoção em massa nas empresas.
Especialização em segurança
Outro destaque é o Gemini 3.5 Flash Cyber, que é a aposta do Google para competir com modelos de elite como o Claude Mythos, da Anthropic. Disponível apenas para parceiros governamentais e de segurança sob a iniciativa “Project Glasswing“, o modelo foi capaz de identificar 55 vulnerabilidades únicas em sistemas operacionais.
Onde o Gemini está na competição?
Apesar dos avanços,avaliadores e benchmarks independentes indicam que o Claude Mythos mantém liderança em tarefas complexas de codificação e matemática, com pontuações superiores em testes como SWE-bench Verified e USAMO.
Enquanto o modelo da Anthropic é limitado a um nicho de alta segurança, o Google aposta na capilaridade: o ecossistema Gemini já alcançou 900 milhões de usuários ativos mensais, impulsionado pela integração com o buscador e outras ferramentas populares do Google.
Especulações
Apesar dos executivos confirmarem que o modelo aguardado ainda está em pré-treinamento, diversos usuários especulam que o lançamento possa ser feito ainda em 2026. No entanto, analistas de mercado avaliam como baixa a probabilidade do lançamento ainda neste ano.








