As autoridades da Espanha decretaram estado de alerta em dois municípios da Andaluzia, La Puebla del Río e Coria del Río, depois da detecção de mosquitos portadores do vírus do Nilo Ocidental.
Portugal faz fronteira com o local, o que elevou a atenção das autoridades sanitárias portuguesas para uma possível expansão do vírus no país vizinho.
Confirmada por meio de armadilhas de monitoramento entomológico instaladas na região, uma delas pertencente ao sistema de vigilância da província de Sevilha, capital da Andaluzia. Diante do resultado, o governo regional decidiu reforçar as medidas de controle e prevenção nos dois municípios.
Não é a primeira detecção
Antes dos casos mais recentes, a presença do vírus já havia sido confirmada em 2026 em outros quatro municípios da mesma região, Pulpí, Torredonjimeno, Palomares del Río e Constantina, onde também foi declarado estado de alerta.
A sucessão de detecções mostra que a circulação do vírus está aumentando em uma área situada a poucas centenas de quilômetros da fronteira portuguesa.
O vírus do Nilo Ocidental é transmitido principalmente pela picada de mosquitos infectados, que se tornam portadores após se alimentarem do sangue de aves que carregam o patógeno naturalmente.
Esta doença não passa de pessoa para pessoa por contato direto, como abraços, beijos, tosse ou compartilhamento de objetos do dia a dia; o ser humano é considerado apenas um hospedeiro acidental na cadeia de transmissão.
Sintomas e os riscos da infecção
Na maioria dos casos, a infecção provoca sintomas leves, semelhantes aos de uma gripe comum. Em cerca de 20% das ocorrências, porém, o vírus pode evoluir para formas neurológicas graves, como meningite, encefalite ou inflamação da medula espinhal, quadros que exigem atenção médica imediata.
A situação em Portugal
Segundo um estudo publicado na revista científica The Lancet, a área metropolitana de Lisboa registrou o maior aumento no risco de surtos do vírus do Nilo Ocidental entre as regiões analisadas, saindo de valores praticamente nulos para níveis que já justificam vigilância ativa das autoridades de saúde.
Apesar disso, a situação em território português segue sendo acompanhada sem motivo para alarme, segundo especialistas, que atribuem o avanço do vírus na Europa às mudanças climáticas e à alteração na distribuição geográfica de doenças transmitidas por mosquitos.








