Milhões de trabalhadores brasileiros com saldo no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) receberão, até o final de agosto, uma nova distribuição de lucros estimada em R$ 15 bilhões. O crédito, referente aos resultados obtidos pelo fundo em 2025, será realizado automaticamente pela Caixa Econômica Federal nas contas vinculadas, sem necessidade de solicitação por parte dos beneficiários.
A definição do valor exato a ser repassado ocorrerá na reunião do Conselho Curador do FGTS, marcada para o dia 28 de julho. Segundo estimativas do Instituto Fundo de Garantia do Trabalhador (IFGT), o lucro líquido do fundo em 2025 deve superar R$ 14,7 bilhões.
A expectativa do governo é manter o patamar de distribuição do ano anterior, quando 95% do lucro foi repassado aos cotistas, o que resultaria em um crédito total superior a R$ 14 bilhões.
Quem tem o direito?
Terão direito à distribuição todos os trabalhadores que possuíam saldo em contas vinculadas (ativas ou inativas) no dia 31 de dezembro de 2025. O valor creditado será proporcional ao saldo existente na conta de cada trabalhador nessa data.
Caso o conselho aprove a distribuição de 95% do lucro, a estimativa é de que o rendimento seja de aproximadamente R$ 21 para cada R$ 1.000 mantidos no fundo. Assim, um trabalhador com saldo de R$ 10.000,00 receberia cerca de R$ 210,00.
Regras de saque
É importante ressaltar que o valor distribuído não pode ser sacado imediatamente. O lucro é incorporado ao saldo total do FGTS e segue as regras tradicionais de movimentação: só pode ser retirado em situações específicas, como demissão sem justa causa, aposentadoria, compra da casa própria ou doenças graves.
De acordo com especialistas, a distribuição dos lucros é fundamental para garantir que a rentabilidade do fundo supere a inflação. Em 2025, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou em 4,26%, enquanto a projeção é de que, com o repasse dos lucros, a rentabilidade real do FGTS alcance patamares próximos a 6%.
Os créditos devem começar a ser realizados logo após a reunião do conselho, no final de julho, com a obrigatoriedade de conclusão até 31 de agosto de 2026.








