O governo do Chile decretou estado de emergência preventiva em dez regiões do país, do norte de Atacama ao sul de Los Ríos, diante da chegada de um sistema frontal associado ao fenômeno climático El Niño. A medida, anunciada pelo presidente José Antonio Kast, vale do dia 13 ao dia 21 de julho.
Veja aqui o anúncio na imprensa chilena.
Segundo a Direção Meteorológica do Chile (DMC), as chuvas devem se estender por pelo menos cinco dias, com possibilidade de acumulados de até 300 milímetros nas áreas mais afetadas, além de ventos fortes, neve em regiões de cordilheira e ressacas no litoral.
As regiões sob maior alerta
A Direção Meteorológica elevou o alerta para o nível mais severo, chamado de “alarme vermelho”, nas regiões Metropolitana (onde fica a capital, Santiago), Valparaíso e Coquimbo, com previsão de chuvas intensas e contínuas entre sexta-feira e domingo.
Diante do risco, o governo determinou a suspensão de aulas nessas regiões na sexta-feira, medida que também deve valer para a região de Maule e está sendo avaliada para outras localidades.
O ministro de Obras Públicas do Chile, Louis de Grange, informou que mais de 2 mil funcionários estão mobilizados em diferentes regiões, com apoio de 1.300 máquinas e 150 empresas contratadas para identificar pontos críticos.
Em Santiago, o presidente Kast visitou obras na Quebrada de Ramón, um dos pontos historicamente mais sensíveis a enchentes na capital, onde equipes trabalham para evitar que o canal transborde durante as chuvas.
Orientações a população
O governo recomendou que os moradores mantenham um “kit de emergência para mau tempo” preparado, com água potável, lanterna, dinheiro em espécie e documentos, além de revisar telhados e calhas, retirar galhos de árvores próximas às residências e garantir o escoamento adequado nas casas.
Também foi orientado evitar deslocamentos em condições adversas e não se aproximar de rios ou córregos com risco de enchente.
O sistema frontal está associado a um chamado “rio atmosférico”, fenômeno que concentra grande volume de umidade em uma faixa estreita da atmosfera e pode gerar chuvas intensas e prolongadas.
Segundo meteorologistas chilenos, a principal ameaça deste evento não é a intensidade extrema das chuvas, mas a duração prolongada delas, o que aumenta o risco de enchentes e deslizamentos em áreas urbanas e rurais.







