Um projeto de lei apresentado na Câmara dos Deputados quer proibir que jogadores brasileiros que atuam em clubes estrangeiros sejam convocados para a Seleção Brasileira.
A proposta, protocolada nesta quarta-feira (8) chegou três dias depois da eliminação do Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, para a Noruega.
Pelo projeto de lei, apenas atletas registrados em clubes sediados no Brasil e que disputem competições oficiais no país poderiam vestir a camisa das seleções brasileiras masculina, feminina e de base.
A mesma exigência valeria para técnicos, auxiliares, preparadores físicos, preparadores de goleiros e demais integrantes da comissão técnica, que também precisariam ter nacionalidade brasileira.
Se aprovado, o texto impediria a convocação de jogadores como Vinícius Júnior, hoje no Real Madrid, e também barraria a permanência de técnicos estrangeiros no comando da Seleção, caso do italiano Carlo Ancelotti, que tem contrato com a CBF até a Copa do Mundo de 2030.
O argumento do autor do projeto
Em discurso na Câmara, o deputado Hauly, do Podemos-PR afirmou: “Apresentei um projeto para proibir jogadores que atuam fora do país e treinadores estrangeiros. Chega! Não podemos mais aceitar que estrelas venham para a Copa do Mundo e façam o Brasil passar vergonha.”
Na justificativa do projeto, o argumento é de que saída precoce de atletas para o exterior enfraqueceu os campeonatos nacionais, reduziu a competitividade dos clubes brasileiros e diminuiu a identificação entre a Seleção e os torcedores.
Fim de patrocínio de apostas no esporte
Além da restrição aos jogadores, o texto também proíbe clubes, federações e demais entidades esportivas de manter contratos de patrocínio, publicidade ou exposição comercial com empresas de apostas esportivas, jogos de azar e plataformas digitais do setor, incluindo em uniformes, estádios, centros de treinamento e transmissões.
Caso a proposta seja aprovada, as instituições terão 180 dias para encerrar os contratos já em vigor. Caberá ao Congresso avaliar se as restrições respeitam a autonomia das entidades esportivas garantida pela Constituição.








