Um caminhão cheio de camisetas verde e amarela chegou à loja da vendedora Ana Cláudia, em Campo Grande (MS), nesta segunda-feira (6), um dia depois da eliminação do Brasil na Copa do Mundo.
A mercadoria deveria ter sido entregue no sábado (4), a tempo do último jogo contra a Noruega, mas o caminhão quebrou no caminho. Agora, comerciantes de produtos da Seleção em todo o país precisam decidir o que fazer com o estoque que sobrou.
Segundo a empreendedora, os itens recém-chegados são voltados ao público infantil, categoria mais procurada durante o Mundial. A solução encontrada foi colocar parte das peças em promoção, mesmo sabendo que ainda vai sobrar mercadoria.
Nem todo mundo ficou no prejuízo
A comerciante Laura Alves, de 38 anos, reduziu as reposições aos poucos, conforme o Brasil avançava na competição, e terminou o torneio com pouquíssimo estoque parado.
De mil peças compradas, restaram apenas seis ou sete, segundo ela, o que tornou fácil resolver o que sobrou com brindes e pequenas promoções.
Estratégia: guardar para a próxima oportunidade
Em Três Lagoas (MS), outra abordagem tem sido guardar as peças não vendidas para usar em eventos futuros. Segundo o gerente de marketing João Paulo, cerca de 10 mil peças temáticas foram disponibilizadas para venda durante a Copa, e a maior parte foi vendida antes da eliminação do Brasil.
O que sobrou deve ser reaproveitado em datas cívicas, eventos esportivos e até no período eleitoral, já que as cores verde e amarela têm uso além do futebol.
Segundo os próprios comerciantes, o receio de fazer grandes encomendas de produtos da Seleção não é novidade: desde a Copa de 2022, no Catar, quando o Brasil também foi eliminado nas quartas de final, fornecedores e lojistas passaram a segurar reposições no fim da competição, para reduzir o risco de ficar com estoque parado em caso de eliminação precoce.
Frustração também virou vídeo viral
Nem todo comerciante reagiu com bom humor; um dono de loja que investiu pesado em mercadorias da Seleção para a Copa gravou um vídeo revoltado após a eliminação, questionando quem arcaria com o prejuízo. O vídeo circulou amplamente nas redes sociais, ao lado de outros relatos de comerciantes na mesma situação.








